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terça-feira, 15 de maio de 2018

MULHERES DA CTB RJ LANÇAM REVISTA MULHER DE CLASSE E PARTICIPAM DA POSSE DO CEDIM



As mulheres trabalhadoras militantes do sindicalismo classista representado pela CTB tiveram uma intensa agenda nessa segunda-feira. Com uma manhã histórica para o movimento fluminense de mulheres trabalhadoras, foi lançada, no Rio de Janeiro, a nova edição da Revista Mulher d’Classe, uma publicação da CTB nacional.
A atividade aconteceu no CEDIM-RJ (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro), e contou com a presença de diversas lideranças sindicais e dos movimentos sociais, entre elas o Presidente da CTB Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Farias, a dirigente nacional da CTB Celina Areas e a Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB RJ, Kátia Branco. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) e a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) participaram do lançamento.  Katia Branco comemorou o lançamento da revista:
“Essa revista é um importante instrumento de debate e formação para as mulheres trabalhadoras. Com uma linguagem moderna e densidade no conteúdo, essa revista é uma das grandes iniciativas da CTB para inserir, cada vez mais, a pauta das mulheres na ordem do dia não apenas do movimento sindical, mas de todos os movimentos sociais e da sociedade em si.”
A dirigente nacional da CTB, Celina Areas, valorizou o lançamento da revista do Rio de Janeiro e a amplitude que o evento alcançou:
“Nós fizemos o primeiro lançamento em São Paulo, na reunião da direção nacional da CTB e tiramos uma proposta de fazer esse lançamento em todos os estados. O Rio de Janeiro é o primeiro estado a fazer isso. Essa atividade de lançamento foi muito importante por se tratar da luta das mulheres, pela sua emancipação e os enfrentamentos da mulher nessa atual conjuntura de golpe e de retirada de direitos e ser lançado num ato que não se resumiu ao movimento sindical, um ato que contou com a presença do movimento sindical, do movimento de mulheres e de diversos outros movimentos sociais.

Histórico: primeira direção da sociedade civil toma posse no CEDIM

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Escolas de cidade do RJ deixavam alunos que não rezavam em filas separadas

De acordo com o magistrado, a prática da oração nas escolas desrespeita a liberdade religiosa dos estudantes

 | Pixabay.

O desembargador da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ferdinaldo do Nascimento, confirmou liminar que suspende a oração do Pai-Nosso em escolas da rede pública municipal de Barra Mansa (RJ). 
De acordo com o magistrado, a prática da oração nas escolas desrespeita a liberdade religiosa dos estudantes. O relator destacou que as provas confirmam a versão apresentada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE/RJ) em outubro do ano passado. 
Na ocasião, o secretário de Educação do município, Vantoil de Souza Júnior, assinou uma ordem determinando que a oração do Pai-Nosso fosse feita diariamente após os hinos cívicos em todas as escolas públicas municipais.
Os alunos que não desejassem fazer a oração deveriam apresentar declaração por escrito dos pais ou responsáveis e seriam colocados em filas separadas até o início das aulas. 
“O Estado não pode fomentar segregações religiosas, separatismos, discórdias, preconceitos, como se aquelas crianças que permanecerem no local e rezarem o Pai Nosso fizessem mais parte da escola, ou estivessem mais adaptados e aptos a ela, do que aqueles que optaram por não fazê-lo”, escreveu Nascimento. 
As escolas que descumprirem a liminar estão sujeitas a multa diária de R$ 10 mil.

Privatização: Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil

"Estão destruindo os Correios. Doando o setor postal de presente para empresários loucos por lucro", denunciou nota do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira Correios Telégrafos São Paulo (Sintect-SP), divulgada dia 6 de maio após publicação de matéria no jornal Estado de São Paulo (Estadão) que apontou o fechamento de 513 agências e gerará a demissão de 5,3 mil trabalhadores e trabalhadoras.
De acordo com a matéria do Estadão, a medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e é mantida em sigilo pela empresa. Quem participou dela teve de assinar um termo de confidencialidade, o que não é usual. Na lista há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas. Em São Paulo, por exemplo, serão fechadas 167 agências – 90 na capital e 77 no interior. 
Leia íntegra da nota do Sintect-SP:
FECHAMENTO DE AGÊNCIAS É DESTRUIÇÃO DA ECT E ENTREGA DO SETOR POSTAL A EMPRESÁRIOS
O governo Temer e seus paus mandados na direção da ECT dão um passo a mais na privatização dos Correios – O fechamento de agências é entrega do atendimento a franqueadas (agências privadas) com demissões e precarização do trabalho! NÃO VAMOS ACEITAR – VAMOS À LUTA!
A rede de agências franqueadas tem registrado aumento crescente de remuneração. Isso é resultado direto da transferência de grandes contratos comerciais para a rede de franquias, favorecendo seus donos. Mas isso é pouco para esse governo patronal e essa diretoria da ECT serviçal dos empresários. Vão entregar tudo que dá lucro!
Daí vem essa decisão criminosa de fechar mais de 500 agências e demitir milhares de trabalhadores.
Queriam esconder esse absurdo da categoria com medo da reação. Mas o Estadão, quem diria, entregou a patifaria. Talvez porque os empresários favorecidos não são os que esse jornalão patronal apoia. Está escrito no jornal, com todas as letras, que a decisão visa a beneficiar os franqueados.
Alguém tem dúvida de que é isso mesmo? A respostinha malcriada do presidente interino da empresa, Carlos Fortner, só reforça a certeza. Ela não explicou nada, não desmentiu nada, só reclamou do furo do Estadão.
Em defesa do Correio Público
Estão destruindo os Correios. Doando o setor postal de presente para empresários loucos por lucro.
Essa privatização que vão aprofundando é criminosa. Estão entregando de graça o patrimônio da população brasileira construído em 350 anos de suor, dedicação e vidas.
Estão tirando do povo brasileiro o direito à garantia da comunicação postal. O direito de todo cidadão de ter uma agência dos Correios em sua cidade e em seu bairro. De ter o carteiro todo dia em sua casa.
TUDO ISSO PARA ENCHER OS BOLSOS DE MEIA DÚZIA DE EMPRESÁRIOS QUE, DEPOIS, VÃO PAGAR PARA OS POLÍTICOS QUE ESTÃO REALIZANDO O CRIME COM FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS E PROPINAS.
Defesa do emprego
E estão destruindo os postos de trabalho, precarizando o emprego, acabando com direitos, dizimando a o Acordo Coletivo e a própria categoria!
São mais de 5.000 demissões com o fechamento dessas agências. E a própria empresa disse que serão muitos mais.
A falta de funcionários, a sobrecarga de trabalho, o adoecimento e os afastamentos só vão aumentar. Bem como a piora do atendimento aos usuários, o sucateamento da empresa, a entrega só em áreas nobres.
A transferência do atendimento à rede franqueada destrói a categoria e seu acordo coletivo, pois os trabalhadores das franqueadas ganham ainda menos e tem menos direitos que os ecetistas.
E não adianta a direção da empresa mentir que seu projeto é para modernizar. Para melhorar qualidade e eficiência. Se adequar ao mercado. Porque para isso não precisa destruir a rede de atendimento e dizimar a categoria, muito pelo contrário!
Também não precisa dizer que os órgãos do governo estão acompanhando. Já está evidente que eles mandam destruir a empresa e os paus mandados da sua direção obedecem.
TUDO ISSO PARA ENCHER O BOLSO DE MEIA DÚZIA DE EMPRESÁRIOS….
Chega! Não vamos aceitar mais esse ataque ao Correio Público, ao emprego, aos direitos da categoria, ao patrimônio e ao direito do povo brasileiro a um serviço postal universal!
O Sindicato e a FINDECT estão encaminhando, através de seus Departamentos Jurídicos, medidas judiciais contra mais esse absurdo.
Ele soma a outros ataques aos Correios e seus trabalhadores, como a de decisão inusitada e única na história jurídica do país, pela qual o TST aprovou a mudança da clausula 28 do Acordo Coletivo (convênio médico) por solicitação de apenas uma das partes, o que é vedado pela Constituição.
E vamos à luta!
Além das iniciativas jurídicas, vamos preparar a Campanha Salarial 2018 se aproxima. Nela, a tarefa é batalhar para realizar uma luta unificada monstruosa para recuperar nosso convênio e impedir o desmonte dos Correios, esse fechamento absurdo de agências, a entrega do setor postal aos empresários, a dizimação dos nossos empregos e dos nossos direitos.
Todos unidos na luta!
fonte: Portal CTB