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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Informalidade e desemprego recorde marcam projeto de 'retomada' de Temer



O avanço da informalidade e os índices de desemprego recorde são a base para o projeto de 'retomada' empreendido por Michel Temer. A chamada "ponte para o futuro" se converteu em uma passagem, só de ida até aqui, para um Brasil cada vez mais desigual e onde o que impera é o medo, a fome e a miséria.

A propaganda que foi alardeada em toda a mídia neste mês de janeiro, na qual o governo comemorou uma suposta "recuperação" para o mercado de trabalho em 2017, esconde o avanço do emprego informal, uma remuneração menor e o subemprego.
Vamos aos números
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprova que o governo tergiversa sobre a tal "recuperação". O estudo revela que, no trimestre encerrado em dezembro, a taxa média de desemprego foi de 11,8% (12,3 milhões de desempregados), estável em relação igual período do ano anterior (12%). Ou seja, são 1,8 milhão de ocupações a mais em 12 meses, só que nenhuma com carteira assinada. 
Já a média do ano registrou a maior taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2012: 12,7%.
Foi em 2014 que o mercado de trabalho brasileiro registrou os menores níveis de desocupação desde o início da série da pesquisa (2012). No confronto de 2017 com o ano anterior, verificou-se o aumento de 1,5 milhão no contingente de desocupados. Embora este acréscimo fosse inferior ao observado na comparação de 2015 com 2016 (3,2milhões), verificou-se que a desocupação continuou a crescer.
Quantos postos de trabalho fechado?
O IBGE também apontou que, consideradas as médias anuais, o país fechou 2017 com 13,2 milhões de desempregados, quase 6,5 milhões a mais em relação a 2014, crescimento de 96,2%.
A taxa de desemprego passou de 6,8% para 12,7%. O número de trabalhadores com carteira assinada caiu, nesse período, de 36,6 milhões para 33,3 milhões, ou menos 3,3 milhões. Apenas no ano passado, a perda foi de quase 1 milhão de vagas formais.
Por segmento, as atividades que mais perderam empregos nos últimos três anos foram:
  • Agricultura (-10,4%)
  • Indústria (-11,5%)
  • Construção (-12,3%). 
Portal CTB - Com informações das agências

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