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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Brasil em crise: pesquisa mostra que medo do desemprego explode e atinge 65,7%

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o índice de medo do desemprego no setor industrial atinge 65,7 pontos. O índice está a 16,9 pontos acima da média histórica (48,8 pontos) e se encontra entre os maiores valores da série.
Em comparação com dezembro de 2016, o índice de medo do desemprego apresentou alta de 0,9 ponto, indicando persistência da insegurança em relação à recuperação do mercado de trabalho.
Satisfação com a vida
A pesquisa também avaliou os índices de satisfação com a vida. De acordo com o estudo a satifação do brasileiro com a sua vida variou entre 2014 e 2017 8,2 pontos, ficando abaixo da média histórica (69,9).
fonte: Portal CTB - Com informações da CNI

Secretaria de Educação do RJ abre sindicância para apurar desperdício de livros no Rio

Vídeo mostra os livros se estragando em um contêiner no pátio de uma escola em Vila Isabel. O descarte de material didático novo é proibido.


A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro disse que vai abrir uma sindicância para apurar o desperdício de livros. Um vídeo do flagrante de dezenas de livros didáticos novos, jogados num contêiner, foi mostrado na segunda-feira (29), no Bom Dia Rio.
Os livros estavam num contêiner, no pátio da Escola Estadual João Alfredo, em Vila Isabel, na Zona Norte. Apesar de serem de anos anteriores, os livros estavam novos, ainda na embalagem e estavam encharcados, já que ficam expostos às chuvas.
A Secretaria de Educação disse que o descarte de material didático é proibido e que o material deveria ter sido doado.
fonte: g1.globo.com

MEC divulga lista de aprovados do Sisu 2018

Período de matrícula dos aprovados começa hoje (30) e vai até 7 de fevereiro

 A lista de candidatos aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2018 já está disponível para consulta na internet (sisu.mec.gov.br).
Estão sendo oferecidas, ao todo, 239.716 vagas em 130 instituições, entre universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e instituições estaduais.
O período de matrícula dos aprovados começa amanhã (30) e vai até 7 de fevereiro.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação utilizado por instituições públicas de educação superior na oferta de vagas a estudantes, com base nas notas obtidas no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Governo federal reduz autonomia de universidades para gasto com obras

Orçamento prevê que o uso de metade da verba para investimentos seja decidido, caso a caso, pelo Ministério da Educação

O Ministério da Educação (MEC) diminuiu a autonomia das 63 universidades federais do País em relação à execução de recursos para investimentos - como gastos com obras e compras de máquinas. O orçamento aprovado para 2018 define, pela primeira vez, que só metade da verba de investimento ficará disponível diretamente para as instituições. E o restante ficará a cargo do MEC, que decidirá caso a caso onde usar o dinheiro. O orçamento para o próximo ano prevê cerca de R$ 800 milhões para investimentos nas instituições. 

Uerj recomeça as aulas e prevê encurtar o semestre em dois meses

Calendário prevê encerramento do primeiro semestre em 20 de março. Com poucas datas, universidade estuda juntar calouros de dois períodos distintos numa mesma turma.


Nesta segunda (22), após três meses de paralisação, as aulas recomeçaram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Mas o calendário ainda não é de 2018. Para repor tantas aulas, alunos e professores reiniciaram nesta segunda o primeiro semestre letivo de 2017. A situação causa apreensão entre os alunos que irão atrasar a formatura.

Pelo novo calendário, a universidade tem até 20 de março para encerrar o primeiro semestre. O segundo começa em 11 de abril. Foram três meses sem aulas na graduação. A retomada nesta segunda só aconteceu depois do pagamento de parte dos salários que o governo devia a professores, funcionários e alunos bolsistas.

"Era para me formar esse ano agora, final do ano, e aí, no mínimo final do ano que vem para conseguir me formar. Bastante coisa atrasada", contou Alexandre Simas, aluno do 5º período do curso de Educação Física.

"Infelizmente, não vou me formar tão cedo porque tudo atrasou. Quando atrasa o calendário também atrasa a minha perspectiva de formação", lamenta Yasming Roberta Silva, aluna do 7º período de Letras.

Sobre o calendário acadêmico, a Uerj estuda a possibilidade de juntar os calouros do segundo semestre de 2017 e do primeiro semestre de 2018, mas esse assunto ainda vai ser levado ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão.

"Eu acho que a gente vai ter que correr um pouco contra o tempo para cobrir o calendário de 2017", conta a estudante Mariane Pullig, do 5º período de Oceanografia.

"A gente vai ter que sobreviver , fazer várias matérias, vários textos em 54 dias. Menor do que o último calendário", diz Priscila Nascimento, aluna do 1º período de Serviço Social.

"Com relação a salário, falta receber o 13º de 2017. A gente depende do governo e não dá para confiar no governo. No ano de 2017 foram várias datas sendo dadas, datas que os compromissos não eram cumpridos", conta Flávia Porto, professora de Educação Física.


Estas alunas do estágio de Educação Física, que atendem cerca de 60 crianças e adultos das comunidades próximas à Uerj estão com atraso nas bolsas de estudo.

"Recebemos na última semana a bolsa de outubro e novembro. É uma situação muito triste que a gente está passando. A gente fica dependendo disso, a gente não pode arrumar nenhum tipo de estágio externo. Somos obrigadas a ter contrato só com a Uerj. A gente fica a mercê dessa bolsa quando vai cair ou não vai", conta Vanessa Soares, estudante do 8º período de Educação Física, que não recebeu bolsa em dezembro.

Em abril do ano passado, quando as aulas da Uerj recomeçaram, depois de outra longa paralisação, a repórter Nathalia Castro acompanhou o drama de alunos e professores. Falta de materias básicos, aparelhos com defeito, restaurante interditado, atrasos nas pesquisas, falta de luz em salas de estudo.

"Se não houver, daqui para frente, uma regularização dos pagamentos, esses serviços podem sofrer. É essencial também que haja uma normalização no pagamento dessas empresas terceirizadas. Se não houver uma regularização esses serviços podem sofrer. O governo tem falado que nós teremos daqui para frente os salários em dia. Esperamos realmente que isto aconteça", analisa Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj.

A secretaria de Ciência e Tecnologia de Inovação e Desenvolvimento Social informou que pagou, na última sexta-feira (19), R$ 1 milhão às empresas de limpeza. Alguns funcionários contaram à reportagem do RJTV que estão há dois meses sem receber o tíquete alimentação e a passagem de ônibus.

fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O emprego formal desaparece, a pobreza e a desigualdade avançam

Desde 2014, o Brasil perde 1 milhão de postos de trabalho com carteira assinada por ano. Em dois anos, ganhou 8,6 milhões de miseráveis

Pobreza em alta no Brasil

A inflação oficial do País fechou 2017 em 2,95%, a menor alta anual desde 1998 e abaixo do piso da meta estabelecida pelo próprio governo. Após a divulgação dos resultados pelo IBGE, na quarta-feira 10, os palacianos anteviram um próspero período de juros baixos e de recomposição do poder de compra do trabalhador.
“Na verdade, a inflação em um patamar tão baixo é mais um sintoma da depressão que vivemos, da forte retração da demanda. Atribui-se o feito à safra agrícola recorde, mas parecem subestimar os efeitos dos sucessivos aumentos no preço da eletricidade, dos combustíveis e do gás de cozinha, estes últimos controlados pelo governo”, alerta João Sicsú, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea.
“Em 2015 e 2016, o Brasil perdeu 7,2% de seu PIB. A economia recuou seis anos, para o mesmo patamar que tinha no segundo semestre de 2010”, observa o economista. “É possível que tenha recuperado um ponto porcentual no ano passado, mas ninguém sabe com exatidão se existe uma recuperação. O mais provável é que seja apenas um suspiro de quem bateu no fundo do poço.”
Para 2018, os analistas do mercado vendem um cenário otimista. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central com mais de cem instituições financeiras, projeta-se um crescimento do PIB da ordem de 2,69%, com uma inflação de 3,95%. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional trabalhava com projeções mais conservadoras, prevendo uma expansão de 1,5% do PIB até o fim do ano. Ainda que o bolo volte a crescer, não há o mais pálido sinal de que será repartido com o conjunto da sociedade. Ao contrário, os indicadores acenam para um aumento da concentração de renda e dos níveis de pobreza.
A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, divulgada em dezembro, revela um expressivo aumento do número de pobres e miseráveis. O Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de cidadãos, 12,1% da população, vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, o equivalente a 220 reais. O resultado representa um crescimento superior a 50% em apenas dois anos. No fim de 2014, quando a crise econômica esboçava os primeiros sinais, havia 16,2 milhões de brasileiros com essa faixa de renda, usada pelo Ipea para designar os “extremamente pobres” e empregada pelo governo federal como critério para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos idosos em situação de miséria.
Gráfico - Pobreza ExtremaDe acordo com a linha de extrema pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, mais usada para comparações internacionais, 13,4 milhões de brasileiros, 6,5% do total, vivia com menos de 1,90 dólar por dia (cerca de 133 reais mensais) no fim de 2016. E um quarto da população possuía renda inferior a 5,50 dólares por dia (387 reais por mês), faixa de renda usada pela instituição para definir um nível menos agudo de indigência. Devido às recentes atualizações de valores nas linhas de pobreza do Banco Mundial, o estudo do IBGE não permite comparações com os anos anteriores.
Ex-ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello refez os cálculos com base na linha de corte anterior, de 1,25 dólar por dia para definir quem vive na miséria, e identificou alta expressiva. “Por esse critério, a extrema pobreza avançou de 2,5%, em 2014, para 4,9% em 2016. Retrocedemos ao patamar de dez anos atrás”, lamenta. “Para agravar o problema, difundiu-se um falacioso diagnóstico, a atribuir a crise à suposta elevação dos gastos públicos, sobretudo na área social. É mentira. Essas despesas não aumentaram nos últimos anos, o que houve foi uma brutal redução das receitas. O problema está na arrecadação.”
Em vez de ampliar a rede de proteção social, indispensável para amparar os desvalidos em tempos de crise, o governo empenhou-se em reduzi-la. A política de austeridade fiscal, iniciada pelo ministro Joaquim Levy no segundo mandato de Dilma Rousseff e aprofundada por Henrique Meirelles no governo de Michel Temer contribuiu decisivamente para a regressão social.
Um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com a Oxfam Brasil e o Centro para os Direitos Econômicos e Sociais, revela queda de até 83% em políticas voltadas à área social nos últimos três anos. De acordo com o estudo, a área que mais perdeu recursos desde 2014 foi a de direitos da juventude, com queda de 83% nos investimentos.
Em segundo lugar, vêm os gastos com programas voltados à segurança alimentar, reduzidos em 76%. A área de moradia digna sofreu perdas de 62%, assim como a de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. A Promoção da Igualdade Racial sofreu uma redução de 60% e os programas para mulheres, 53%. Um dos exemplos citados pelos pesquisadores é a queda significativa no Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal, com perdas de 69% em três anos. O estudo alerta para a “ameaça de um retorno da forme e da desnutrição”.
O desemprego massivo é, possivelmente, a maior fonte de angústia do brasileiro. Embora o governo se apresse em anunciar a reativação do mercado de trabalho, a verdade é que Temer nem sequer conseguiu suprir as vagas perdidas durante a sua gestão. Em maio de 2016, quando foi alçado ao poder sem voto, em meio ao golpe branco deflagrado no Parlamento, a taxa de desocupação atingia 11,2% da população economicamente ativa, um total de 11,4 milhões de cidadãos sem emprego. O problema atingiu o ápice no primeiro trimestre de 2017, quando o País somava 14,2 milhões de desempregados, 13,7% do total. Em novembro passado, a taxa de desocupação alcançava 12%, algo em torno de 12,6 milhões de brasileiros. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE.
Gráfico - Mercado de Trabalho
Curiosamente, em novembro, primeiro mês de vigência da reforma trabalhista, o Brasil fechou 12.292 vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Em dezembro, é comum haver um maior número de demissões, como consequência do encerramento de contratos de trabalho temporário para o comércio no período do Natal. Novembro não tem, porém, esse caráter sazonal. Essa oscilação negativa recomenda prudência ao falar da suposta reativação do mercado de trabalho”, observa José Dari Krein, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).
Na realidade, os números revelam um processo de desaparecimento do emprego formal. Desde 2014, o País perde, em média, 1 milhão de postos com carteira assinada por ano, segundo a Pnad Contínua do IBGE. Além da retração da atividade econômica, a redução dos postos formais pode ter sido intensificada com a sinalização política de Temer, a considerar as regras trabalhistas excessivas e passíveis de flexibilização, diz Krein. “Diante desse aceno, os agentes econômicos sentiram-se à vontade para optar pelas formas mais baratas de contratação, antes mesmo de a reforma ser aprovada.”

Rodrigo Maia diz não ter perspectiva de aprovar Reforma da Previdência em fevereiro



"Neste momento a gente prioriza a agenda da reforma da Previdência sem nenhum tipo de otimismo, sem nenhum discurso onde a gente diga que essa é uma matéria que estará resolvida em fevereiro de 2018", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em entrevista à imprensa. Questionado sobre um limite de prazo para a votação da reforma da Previdência, Maia disse que "se não votar agora, não vota mais".
Na mesma linha, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), reconheceu que a gestão Michel Temer não tem o número suficiente de votos para a aprovação da proposta e descartou, de forma categórica, votar a proposta que reforma a Previdência Social depois de fevereiro.
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para que o texto passe pela Câmara, são necessários pelo menos 308 votos, em dois turnos.
Governo bate o pé
Por outro lado, após reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, Marun afirmou que governo e Congresso não têm plano B para Previdência e reforçou que não há possibilidade de o governo adiar a votação do texto para depois da data marcada, entre 19 e 21 de fevereiro.
"Em relação à reforma da Previdência, nós não temos a mínima cogitação no sentido em que ela venha a ser adiada. Ela vai ser votada na Câmara no mês de fevereiro e nas datas que estão previstas, 19, 20 e 21 deste mês", afirmou o ministro a jornalistas. 
O ministro disse que deve se reunir na segunda-feira com o presidente da Câmara para discutir a votação da proposta e evitou falar sobre o pessimismo de Maia em relação à Previdência. "Talvez nesses dias que se ausentou (do Brasil) não esteja com as informações suficientes que nós temos".
Privatização da Eletrobras
Ao ser questionado se a privatização da Eletrobras poderia ficar para 2019, em troca de apoio para a Previdência no Congresso, Marun negou. "Não tenho informação de que tenha havido alteração no pensamento do governo", afirmou. 
Portal CTB - Com informações do Valor Econômico

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Juíza confirma que triplex do Guarujá pertence a OAS Empreendimentos

A juíza Luciana Correa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, determinou a penhora dos bens da OAS; o detalhe é que um dos ativos penhorados é justamente o triplex que a Lava Jato diz que pertence ao ex-presidente Lula.

Segundo informações do blog do jornalista Mino Pedrosa, uma decisão da juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, se contrapõe à investigação da Lava Jato sobre o triplex do Guarujá. O processo atende uma empresa que solicita o pagamento de dívidas em desfavor da OAS Empreendimentos.

O Centro Empresarial que estava sendo construído no Distrito Federal tinha contrato em Sociedade de Propósito Específico (SPE). A empresa credora impetrou uma ação de cobrança no valor de R$ 7,2 milhões corrigidos. A juíza acatou e determinou o bloqueio nas contas da OAS Empreendimentos, encontrando apenas R$ 10 mil reais. A empresa credora fez busca nos cartórios em todo Brasil e achou em um mesmo CNPJ quatro imóveis no Guarujá em nome da OAS Empreendimentos.

Para a surpresa dos empresários brasilienses, um dos imóveis trata-se do apartamento polêmico triplex no Guarujá, atribuído ao ex-presidente Lula. Em Brasília, a juíza entende que, o apartamento no Edifício Solaris, na Praia das Astúrias, no Guarujá, endereço do triplex que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à condenação em primeira instância, registrado em cartório em nome da empreiteira OAS Empreendimentos, cabe penhora, por se tratar de dívidas contraídas pela OAS que, é de fato e de direito, proprietária do imóvel.

Com essa decisão, a defesa do ex-presidente Lula, pode pedir o adiamento do julgamento marcado para o dia 24 de janeiro em Porto Alegre.


 Fonte: Brasil de Fato

Trabalho intermitente diminui qualidade das vagas oferecidas para pessoas com deficiência

Especialista apontam que com a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017 e abre espaço para a precarização geral do trabalho, as vagas oferecidas para pessoas com deficiência para o cumprimento de cotas de contratações obrigatórias sofrerão com a perda de qualidade. As informações foram publicadas na edição da Folha de São Paulo deste domingo (14).
Entre os pontos analisados está a modalidade Trabalho Intermitente - quando o trabalhador pode ter contratos com mais de uma empresa ao mesmo tempo. Hoje, não há consenso entre especialistas a respeito da possibilidade de pessoas com deficiência serem contratadas na modalidade intermitente (por dia ou por hora). No caso em questão, nesta modalidade um único empregado poderia cumprir a cota de pessoas com deficiência em mais de uma companhia.
Para Jaques Aber, sócio da consultoria iSocial, especializada em recrutamento de pessoas com deficiência, o risco de empresas verem no trabalho intermitente uma forma mais barata de cumprir a lei. "A maioria das empresas ainda enxerga a contratação da pessoa com deficiência como um custo. A partir do momento em que existe a possibilidade de uma modalidade de trabalho intermitente, isso pode se traduzir em ameaça real", afirma.
Cenário
De acordo com a lei, empresas com mais de cem funcionários devem manter em seus quadros de 2% a 5% de profissionais com deficiência. Mas esse patamar já era descumprido mesmo antes da reforma trabalhista.
Em 2015 (dado mais recente disponível), havia 376 mil pessoas com deficiência empregadas, mas, se a cota fosse cumprida corretamente, esse número seria de 724 mil.
Portal CTB - Com informações da Folha de São Paulo

Sindicato é imprescindível para responder à investida do capital



O movimento sindical está mostrando sua importância e o seu valor no enfrentamento aos contínuos ataques do capital contra o trabalho. No caso dos professores, ações na Justiça, assembleias e denúncias povoaram as duas primeiras semanas de janeiro. Outras categorias, como policiais e bombeiros potiguares e teleoperadores baianos foram à greve; rodoviários paraenses, auxiliares e técnicos de enfermagem cariocas, comerciários fluminenes, guardas municipais de Aracajú (SE), servidores municipais de Natividade (RJ) realizaram manifestações, protestos e entraram com queixas trabalhistas na Justiça, dentre outras ações.
Com o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, na prática, do salário mínimo, com a imposição do trabalho intermitente, os empresários radicalizaram nos assaltos às conquistas dos assalariados, contando com o auxílio mais do que precioso do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho. "Em momentos assim, as entidades sindicais – o principal instrumento de luta econômica dos trabalhadores – têm realçado o seu papel, e é o que temos visto as entidades filiadas à Contee realizarem", enfatiza o coordenador geral da Confederação, Gilson Reis.
Desde que entrou em vigor a  Lei 13.467/17, em 11 de novembro de 2017, estabelecimentos de ensino demitiram professores e demais profissionais contrados pela CLT, para substituí-los por trabalhadores intermitentes. Ganhou destaque a Estácio, com a degola de 1.200 professores. Ganharam destaque, igualmente, os Sinpros que conseguiram suspender as demissões através de ações judiciais e mobilizações da categoria - até que o presidente do TST veio socorrer o capital contra o trabalho.
UniRitter
No Rio Grande do Sul, professores demitidos pela UniRitter se reuniram no Sindicato para debater como enfrentar a empresa. O diretor do Sinpro/RS e da Contee, Amarildo Pedro Cenci, criticou o posicionamento de Gandra Filho, considerando clássico seu posicionamento: "Um trabalhador, no caso os professores da UniRitter, não é diferente de um pneu. Se eu paguei, posso usar e descartar como quiser”. Ele garantiu que o sindicato vai continuar recorrendo da decisão favorável à demissão dos 127 professores, levando a questão ao pleno do TST.
A empresa, por sua vez, anunciou novas instalações para 4 mil alunos no Iguatemi Business, em bairro nobre de Porto Alegre. O novo campus terá capacidade para 4 mil alunos em graduação, pós e cursos de extensão. “É surpreendente, porque o anúncio ocorreu imediatamente após uma demissão massiva de professores, o que nos leva a concluir que a estratégia do UniRitter é fazer economia à custa da qualidade do ensino”, avaliou Amarildo. Para o dirigente, os professores que serão contratados para atender à demanda no novo espaço terão redução salarial em relação aos dispensados. Segundo Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS, uma unidade universitária num shopping center é a expressão mercantilista da educação superior privada no Brasil. “Mais do que convivência, estamos falando da coabitação entre consumo e educação. É a materialização dessa tendência”, lamentou.
Após as demissões, a UniRitter publicou uma série de anúncios para a contratação de 37 professores em vários cursos onde houve demissões.
UMESP
Em São Paulo, a juíza Valéria Pedroso de Moraes, da 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo do Campo, deferiu o pedido do Sinpro-ABC suspendendo as demissões da Universidade Metodista (UMESP). Foram 50 demissões de docentes do ensino superior e 16 da educação básica. A decisão contemplou quatro das cinco reclamações do Sindicato. A UMESP deve informar quais docentes já foram demitidos, inclusive os previstos para dispensas futuras, e abster-se de novas demissões sem a prévia negociação com o Sindicato.
FAM
Na capital paulista, indignados com a demissão de quase metade do corpo docente da Faculdade das Américas (FAM), professores se reuniram no SinproSP para discutir os encaminhamentos que deverão ser tomados. Dos 192 professores da faculdade, foram demitidos pelo menos 85. Há estimativas que as demissões possam chegar a 100. Na lista dos 85 desligados, mais de 50 eram doutores. A FAM cortou a assistência médica indevidamente. Um professor foi ao hospital em 31/12 e teve o atendimento negado.
Muitos dos docentes demitidos estavam envolvidos em um projeto de renovação curricular de trabalho integrado entre os professores. Alguns tinham recebido a atribuição de aulas para 2018. Uma professora trabalhou normalmente na faculdade e ao chegar em casa foi surpreendida com a demissão por telegrama. O texto informava que ela estava sendo avisada por mensagem, por "não estar comparecendo ao trabalho"!
O SinproSP convocou a Faculdade das Américas para uma reunião no Foro Conciliatório para Solução de Conflitos Coletivos, como prevê a Convenção Coletiva de Trabalho. O Foro é uma instância de discussão da qual participa também o sindicato patronal (Semesp).
Também no interior de São Paulo, o Sinpro Campinas e região convocou professores e professoras da Unimep e do Colégio Piracicabano para tratar das demissões e irregularidades cometidas pela Rede Metodista. Cerca de 68 foram demitidos na Unimep – os números são extraoficiais, uma vez que o Sinpro ainda não recebeu a lista dos demitidos, embora o Reitor da universidade tenha se comprometido a enviá-la até 28 de dezembro. Os professores continuam sem receber o décimo terceiro e o pagamento referente ao mês de dezembro. O Sindicato protocolou denúncias ao Ministério Público do Trabalho.
Resistência fluminense