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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Crise em 2017: pesquisa do IBGE mostra que jovens foram os mais afetados

Dados retirados da Síntese de indicadores sociais (SIS), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apotam que os jovens foram os mais afetados com crise no Brasil.
Com dados do IBGE e de outras fontes, a SIS analisa o mercado de trabalho, a distribuição de renda e a mobilidade ocupacional e educacional no país.
A pesquisa mostra que os jovens (16 a 29 anos) tiveram a maior queda na ocupação de 2012 para 2016 (-6,5 p.p.). O nível de ocupação desse grupo etário diminuiu de 59,1% (2012) para 52,6% (2016). O nível de ocupação para mulheres jovens foi de 44,8%, e o dos homens foi de 60,5%.
A taxa de desocupação dos jovens ficou em 18,9% para homens e em 24,0% para mulheres. Dos desocupados, 54,9% tinham de 16 a 29 anos, refletindo em uma taxa de desocupação (21,1%) mais alta para este grupo que para os demais.
O Amapá (29,2%) teve a maior taxa de desocupação nesta faixa etária em 2016. Com exceção do Piauí (18,2%), Sergipe (19,3%), Maranhão (20,9%) e Minas Gerais (19,3%), os estados do Nordeste e do Sudeste tiveram taxas acima da média nacional (21,1%).
A taxa composta da subutilização da força de trabalho também foi mais alta para os jovens, passando de 25,5% (2012) para 32,8% (2016). A desocupação foi o principal componente da taxa, correspondendo a 47,0% dela em 2012 e a 58,8% em 2016.
Portal CTB - Com IBGE

E agora, Temer? País registrou 12 mil empregos a menos em novembro

Fila para emprego em São Paulo

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, tentou minimizar os números em matéria na Folha de S.Paulo. Segundo ele, “novembro tem tendência a apresentar saldo negativo” e que os dados do Caged não interrompem o “processo de retomada do crescimento do país”. Os dados, no entanto, frustraram expectativa de analistas ouvidos pela Reuters, que projetavam um saldo positivo de 22 mil vagas.

O saldo negativo de postos de trabalho em novembro confirmam declarações de Clemente Ganz, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Economicos (Dieese), feitas ao Portal Vermelho no início de dezembro. Segundo ele, a reforma trabalhista, ao contrário do que diz o governo, pode ser um tiro no pé na retomada de qualquer crescimento e um estímulo para demissões.

“Como eu vou buscar crédito mostrando a minha carteira de trabalho como trabalhador intermitente? Como eu vou fazer uma compra parcelada em 12 vezes se eu não sei se terei renda para pagar? Você pode até ter queda no desemprego mas por conta de empregos precários e com rebaixamento da massa salarial. O Brasil vai vivenciar um efeito que já ocorre em outros países que flexibilizaram a legislação trabalhista: efeito depressivo no mercado interno. Eu demito 10 e contrato 20 só que esses últimos ganham menos que os dez, não geram demanda e não aquecem a economia”, comparou o diretor do Dieese.

A reforma trabalhista formalizou modalidades de contratação como o trabalho intermitente e a jornada a tempo parcial, criticadas pelo movimento sindical como formas de contratação precárias. O trabalho intermitente, que já foi contabilizado pelo Caged para obter os dados de novembro, coloca o trabalhador à disposição do empregador sem saber quantas horas vai trabalhar, nem o quanto vai ganhar. Caso seja chamado pelo “patrão” e não comparecer paga multa. Com salário que não deve atingir o mínimo, a contribuição previdenciária desse trabalhador deve ser feita à parte.


fonte: vermelho.org

Efeito do golpe: 33 mil alunos da rede privada tentam as escolas públicas

Enquanto institutos “liberais” pregam a abolição das escolas públicas, e a Globo faz profecias cada vez mais delirantes de recuperação econômica, a realidade se impõe a pais desesperados no RJ

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A crise financeira, o desemprego e outras mazelas econômicas estão levando pais ao desespero. Para fugir das mensalidades altas do ensino privado, eles estão tentando se escorar no ensino público, que é seguramente um dos piores do país. Tanto nas administrações municipais e estadual, o ensino público do Rio de Janeiro há muito tem dado sinais de falência: carência de professores, escolas em estado precário e, por tudo isso, alunos desinteressados.
No Rio, das 227 mil inscrições recebidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), aproximadamente 33 mil são de alunos da rede privada que tentam migrar para rede pública – o equivalente a cerca de 14% do total de inscritos nas 1.250 escolas da rede estadual. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Núcleo de Imprensa do Palácio Guanabara e indicam que, nesta primeira fase de matrícula, mais de 180 mil alunos se cadastraram pela internet e são das redes públicas de ensino (municipal, estadual e federal).
Mais de 13 mil inscrições são de candidatos que estavam afastados dos estudos e decidiram retornar às salas de aula. No total, cerca de 460 mil estudantes renovaram suas matrículas para o ano letivo de 2018.
A consulta aos nomes dos estudantes inscritos está disponível no site Matrícula Fácil e no portal. Os candidatos também podem conferir o resultado por meio do link na página oficial da Secretaria de Educação no Facebook.
Ao comentar o processo de inscrições, o secretário de Educação, Wagner Victer, ressaltou o fato de que a informatização do processo das inscrições tem facilitado a escolha da unidade de ensino por parte dos alunos.
“Registramos um bom número de inscrições e renovações de matrículas. O sistema informatizado, no qual o candidato faz seu cadastro pela internet e seleciona a escola que deseja estudar, é acessível e tem auxiliado muito o estudante no momento de escolher a unidade de sua preferência e no acompanhamento do andamento da matrícula”, disse.
O ano letivo de 2018 na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro começará no dia 5 de fevereiro e a confirmação da matrícula deverá ser feita entre os dias 3 a 8 de janeiro do próximo ano.
Para isso, o candidato precisa ir à unidade de ensino na qual foi alocado para confirmar a matrícula. A segunda fase da pré-matrícula ocorrerá entre os dias 16 e 19 de janeiro, com a confirmação ficando para os dias 24 a 26.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Reforma trabalhista já começa a fazer estragos no mundo do trabalho e Estácio demite em massa


Campus de Natal, Rio Grande do Norte. A faculdade está demitindo 1.200 professores no país (Divulgação)
A notícia de demissão de 1.200 professores pela Faculdade Estácio veiculada pela mídia nesta quarta-feira (6) mostra o caráter da reforma trabalhista e dos empresários que não têm mais nenhuma preocupação em disfarçar o motivo das demissões em massa.
“As educadoras e educadores saberão dar uma resposta à altura dessa violência. Os empresários da educação perderam a vergonha na cara e assumem abertamente que demitirão para contratar outros profissionais ganhando menos e em situação precária com a vigência da reforma trabalhista”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.
A decisão de demitir em massa em meio à maior crise que o país já vivenciou e a um índice elevado de desemprego preocupou até o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) que vai instaurar um inquérito para investigar a aplicação da reforma trabalhista no estado.
Sem nenhum pudor, Pedro Thompson, presidente do grupo Estácio, afirma ao G1 que “não estamos em desacordo com a legislação. Estamos dispensando 1.200 professores e vamos contratar outros 1.200. Estamos adequando o custo da hora/aula porque havia distorções para cima”.
Entretanto, Magnus Farkatt, assessor jurídico da CTB, diz que não é bem assim. Ele explica que o artigo 477-A, da Lei 1.467 (reforma trabalhista) não diferencia as demissões coletivas e individuais, mas “estamos encarando esse artigo como inconstitucional, por isso, os demitidos podem recorrer alegando essa contrariedade à Constituição”, afirma.
Para o jurista, as trabalhadoras e os trabalhadores devem estar em “permanente contato com os seus sindicatos para efetivar uma forte resistência à reforma trabalhista”, porque, acentua, “é uma questão jurídica, mas é politica também e com unidade podemos criar mecanismos de resistência e derrubar os artigos considerados por muitos como inconstitucionais”.
Já Rodrigo Carelli, do MPT-RJ, o órgão pretende tomar medidas enérgicas aos desrespeitos aos direitos da classe trabalhadora. “O que parece é que as empresas acham que vale tudo depois da reforma, e não é isso. A reforma não prevê nenhuma mágica, que permite desaparecer com empregados para recontratar de forma precária, por isso, hoje mesmo vamos abrir um inquérito para fazer a apuração”, diz ao G1.
hospital rededor niteroi divulgacao

Hospital de Niterói, da Rede D'Or (Divulgação)
Ele se refere também à Rede D’Or São Luiz que já demitiu 320 profissionais, segundo o Sindicato dos Fisioterapeutas do Rio de Janeiro. O sindicato protocolou uma denúncia na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho.
Sem mostrar nenhuma condescendência, a Rede D’Or divulgou nota onde afirma que “a nova legislação permite formas mais flexíveis de contratação, e atende à demanda de certas áreas profissionais”. Ou seja, demitir para terceirizar e precarizar.
A resistência é forte
Recentemente um juiz de São Paulo anulou a demissão em massa dos hospitais Bandeirante e Leforte, pertencentes a um mesmo grupo da capital paulista. Além de cancelar as demissões, o magistrado determinou a reintegração dos demitidos (leia mais aqui).
“Não podemos ficar parados diante a tamanho desmonte de direitos adquiridos, afinal temos uma Constituição que deve ser respeitada. Só a luta nos garante”, complementa Farkatt.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Educação e tecnologia são tema de debate no Centro do Rio

Encontro discute caminhos para a educação em parceria com inovações tecnológicas. Evento terá transmissão online ao vivo.


primeira edição do Colabore vai debater educação e inovação tecnológica no país, na segunda-feira (04), no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, no Centro do Rio, a partir das 13h30. O debate terá transmissão online gratuita.

Promovido pelo Centro Universitário Celso Lisboa, seis convidados das áreas de educação e tecnologia vão debater aalas de aula invertidas, inteligência artificial, novas metodologias e autonomia aos estudantes, além de compartilhar projetos e conhecimentos.

Os convidados são Gustavo Hoffmann, parceiro da ONG da Universidade de Harvard, que tem como objetivo enviar alunos da América Latina para universidades norte-americana; Sérgio Branco, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS); Gustavo Brito, escola Extramuros de projetos em educação; Thiago Chaer, CEO da aceleradora de startups Future Educação; Flávio Cordeiro, sócio e diretor de planejamento da Agência Binder; e Thiago Almeida, diretor de inovação pedagógica da Celso Lisboa.

Cada um vai fazer uma palestra e, ao final, será realizada uma mesa de debates com perguntas abertas ao público presente. Além dos palestrantes, também vão estar presentes no evento pesquisadores, gestores de escolas e universidades, coordenadores pedagógicos, diretores acadêmicos e empreendedores.

Lançamento de Plataforma de Inovação

Durante o evento, alguns projetos vão ser lançados, como, a plataforma de inovação aberta para educação chamada Colabore. Com um investimento de R$350 mil, a plataforma foi pensada para unir profissionais de diferentes áreas, dispostos a promover e participar de projetos de inovação voltados para o aprendizado

Segundo a organização, a Colabore vai ser 100% aberta e colaborativa e pretende integrar diferentes ecossistemas em prol da educação, como universidades, escolas, empreendedores e economia criativa. Para ter acesso à plataforma, o usuário precisa ter uma conta no Linkedin. A partir do momento em que o cadastro estiver ativo, ele já poderá colaborar, participar de projetos e contribuir utilizando a ferramenta.

Educação e Inovação no Brasil

Data: 04/12/2017

Horário: 13h30 às 18h

Local: Teatro Eva Herz (Livraria da Cultura) - Rua Senador Dantas, 45, Centro.

Transmissão online aqui