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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Reforma trabalhista já começa a fazer estragos no mundo do trabalho e Estácio demite em massa


Campus de Natal, Rio Grande do Norte. A faculdade está demitindo 1.200 professores no país (Divulgação)
A notícia de demissão de 1.200 professores pela Faculdade Estácio veiculada pela mídia nesta quarta-feira (6) mostra o caráter da reforma trabalhista e dos empresários que não têm mais nenhuma preocupação em disfarçar o motivo das demissões em massa.
“As educadoras e educadores saberão dar uma resposta à altura dessa violência. Os empresários da educação perderam a vergonha na cara e assumem abertamente que demitirão para contratar outros profissionais ganhando menos e em situação precária com a vigência da reforma trabalhista”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.
A decisão de demitir em massa em meio à maior crise que o país já vivenciou e a um índice elevado de desemprego preocupou até o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) que vai instaurar um inquérito para investigar a aplicação da reforma trabalhista no estado.
Sem nenhum pudor, Pedro Thompson, presidente do grupo Estácio, afirma ao G1 que “não estamos em desacordo com a legislação. Estamos dispensando 1.200 professores e vamos contratar outros 1.200. Estamos adequando o custo da hora/aula porque havia distorções para cima”.
Entretanto, Magnus Farkatt, assessor jurídico da CTB, diz que não é bem assim. Ele explica que o artigo 477-A, da Lei 1.467 (reforma trabalhista) não diferencia as demissões coletivas e individuais, mas “estamos encarando esse artigo como inconstitucional, por isso, os demitidos podem recorrer alegando essa contrariedade à Constituição”, afirma.
Para o jurista, as trabalhadoras e os trabalhadores devem estar em “permanente contato com os seus sindicatos para efetivar uma forte resistência à reforma trabalhista”, porque, acentua, “é uma questão jurídica, mas é politica também e com unidade podemos criar mecanismos de resistência e derrubar os artigos considerados por muitos como inconstitucionais”.
Já Rodrigo Carelli, do MPT-RJ, o órgão pretende tomar medidas enérgicas aos desrespeitos aos direitos da classe trabalhadora. “O que parece é que as empresas acham que vale tudo depois da reforma, e não é isso. A reforma não prevê nenhuma mágica, que permite desaparecer com empregados para recontratar de forma precária, por isso, hoje mesmo vamos abrir um inquérito para fazer a apuração”, diz ao G1.
hospital rededor niteroi divulgacao

Hospital de Niterói, da Rede D'Or (Divulgação)
Ele se refere também à Rede D’Or São Luiz que já demitiu 320 profissionais, segundo o Sindicato dos Fisioterapeutas do Rio de Janeiro. O sindicato protocolou uma denúncia na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho.
Sem mostrar nenhuma condescendência, a Rede D’Or divulgou nota onde afirma que “a nova legislação permite formas mais flexíveis de contratação, e atende à demanda de certas áreas profissionais”. Ou seja, demitir para terceirizar e precarizar.
A resistência é forte
Recentemente um juiz de São Paulo anulou a demissão em massa dos hospitais Bandeirante e Leforte, pertencentes a um mesmo grupo da capital paulista. Além de cancelar as demissões, o magistrado determinou a reintegração dos demitidos (leia mais aqui).
“Não podemos ficar parados diante a tamanho desmonte de direitos adquiridos, afinal temos uma Constituição que deve ser respeitada. Só a luta nos garante”, complementa Farkatt.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Educação e tecnologia são tema de debate no Centro do Rio

Encontro discute caminhos para a educação em parceria com inovações tecnológicas. Evento terá transmissão online ao vivo.


primeira edição do Colabore vai debater educação e inovação tecnológica no país, na segunda-feira (04), no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, no Centro do Rio, a partir das 13h30. O debate terá transmissão online gratuita.

Promovido pelo Centro Universitário Celso Lisboa, seis convidados das áreas de educação e tecnologia vão debater aalas de aula invertidas, inteligência artificial, novas metodologias e autonomia aos estudantes, além de compartilhar projetos e conhecimentos.

Os convidados são Gustavo Hoffmann, parceiro da ONG da Universidade de Harvard, que tem como objetivo enviar alunos da América Latina para universidades norte-americana; Sérgio Branco, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS); Gustavo Brito, escola Extramuros de projetos em educação; Thiago Chaer, CEO da aceleradora de startups Future Educação; Flávio Cordeiro, sócio e diretor de planejamento da Agência Binder; e Thiago Almeida, diretor de inovação pedagógica da Celso Lisboa.

Cada um vai fazer uma palestra e, ao final, será realizada uma mesa de debates com perguntas abertas ao público presente. Além dos palestrantes, também vão estar presentes no evento pesquisadores, gestores de escolas e universidades, coordenadores pedagógicos, diretores acadêmicos e empreendedores.

Lançamento de Plataforma de Inovação

Durante o evento, alguns projetos vão ser lançados, como, a plataforma de inovação aberta para educação chamada Colabore. Com um investimento de R$350 mil, a plataforma foi pensada para unir profissionais de diferentes áreas, dispostos a promover e participar de projetos de inovação voltados para o aprendizado

Segundo a organização, a Colabore vai ser 100% aberta e colaborativa e pretende integrar diferentes ecossistemas em prol da educação, como universidades, escolas, empreendedores e economia criativa. Para ter acesso à plataforma, o usuário precisa ter uma conta no Linkedin. A partir do momento em que o cadastro estiver ativo, ele já poderá colaborar, participar de projetos e contribuir utilizando a ferramenta.

Educação e Inovação no Brasil

Data: 04/12/2017

Horário: 13h30 às 18h

Local: Teatro Eva Herz (Livraria da Cultura) - Rua Senador Dantas, 45, Centro.

Transmissão online aqui