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terça-feira, 26 de julho de 2016

Campanha Salarial 2016: assembleia da Ed. Superior rejeita proposta patronal por unanimidade

Reunidos em assembleia na noite do dia 25 de julho, os professores da Educação Superior rejeitaram, por unanimidade, a proposta de pagamento integral do INPC (9,91%) parcelados em três vezes (4% em abril, 3% em setembro e 2,91% em dezembro); proposta que representaria uma perda salarial de quase 40% para a categoria.
Uma próxima assembleia será marcada após o recesso de agosto, para meados do mês de setembro.

GREVE DO ESTADO SUSPENSA: VEJA AS ORIENTAÇÕES PARA OS PROFISSIONAIS DA REDE


Orientações para os profissionais da rede estadual de educação:

1) A categoria, em decisão da maioria da assembleia realizada na quadra da São Clemente, nessa terça (26/07), decidiu pela suspensão da greve e o retorno ao trabalho;

2) A assembleia decidiu continuar a mobilização e aprovou o “estado de greve”;

3) Os professores deverão retornar às escolas em seus dias normais de trabalho, a partir dessa quarta-feira (27);

4) No retorno ao trabalho, os profissionais devem dialogar com os estudantes sobre os motivos da nossa greve;

5) está agendada para o dia 2 de agosto uma audiência específica com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e o Sepe para discutir a reposição das aulas;

6) Antes, os profissionais farão nova assembleia (local a confirmar), no dia 30 de julho, às 13h (com Conselho Deliberativo pela manhã), para discutir as condições que a categoria irá reivindicar ao governo para realizar a reposição e que a diretoria levará à audiência do dia 02/08;

7) O Sepe alerta aos professores para não assinarem qualquer documento (planilha de reposição) se comprometendo com algum tipo de reposição que porventura seja apresentado pela direção de escola ou Metropolitana. Assim, sobre reposição, o sindicato reafirma a orientação de que a categoria deve aguardar o resultado da audiência com o governo, dia 02 de agosto.

8) Qualquer retaliação aos profissionais por parte de direções de escolas ou Metropolitanas devem ser imediatamente comunicadas ao Sepe Central, Núcleos e Regionais.




Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ  

segunda-feira, 25 de julho de 2016

CTB REALIZA PESQUISA SOBRE NOVAS ELEIÇÕES



A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em parceria com organizações do movimento social, realiza no próximo dia 7 de julho pesquisa de opinião para saber do povo brasileiro qual sua opinião sobre a realização de novas eleições para presidente.

A pesquisa será aplicada em cinco capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). No Rio de Janeiro, a urna ficará aberta ao longo do dia 7 de Julho, na Praça XV (manhã) e no Buraco do Lume (tarde).

“Diante da conjuntura que testemunhamos a realização de um plebiscito para realização de novas eleições presidenciais se converte em uma saída. O golpe impetrado pelo time de Cunha e Temer trincou a democracia e revelou o confronto entre os três Poderes da República”, avaliou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Ele indicou que “o caminho é ouvir o povo. Assim, devolveremos a legitimidade do processo, preservaremos nossa democracia e poderemos achar o caminho para uma agenda positiva para o país, hoje, refém de um governo golpista”.

Quem apoia a realização do plebiscito?

A cada dia, essa bandeira ganha apoio entre os movimentos sociais. Entidades que compõem a Frente Brasil Popular já sinalizam apoio à proposta. A Frente Povo Sem Medo também.

Pesquisas comprovam que a proposta de realização de um plebiscito tem amplo acolhimento pela sociedade. Pesquisa Vox Populi, divulgada no dia 14 de junho, além de mostrar o grau de reprovação da gestão interina de Michel Temer (74%), indicou que 67%, ou seja, mais de dois terços da população declaram aprovar a antecipação da eleição para presidente da República.

Consulta pública realizada através do portal do Senado Federal em maio deste ano revelou que 85% dos que responderam à enquete desejam a realização de novas eleições presidenciais em outubro deste ano. Foram cerca de 50 mil votos a favor da proposta. Apenas 8.861 se declararam contrários.
Já a pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, entre os dias 2 e 13 de junho, mostrou que 89% dos brasileiros consideram que o Brasil está no rumo errado.

Portal CTB – Joanne Mota

Seminário debate rumos do petróleo brasileiro e sua importância para o futuro da educação

Diego Villamarin
Mais de 30 sindicatos, federações, confederações e movimentos sociais de diversos estados brasileiros, além de trabalhadores da energia e atingidos por barragens de alguns países da América Latina estiveram reunidos desde a manhã de hoje (21), para o II Seminário Nacional da Energia, Educação e Indústria no Brasil, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro (RJ).
Organizado pela Plataforma Operária e Camponesa para a Energia, o seminário tem o objetivo de discutir junto às organizações de trabalhadores, os rumos do petróleo brasileiro e sua importância para o futuro da educação e da indústria, atualizando o debate sobre o atual modelo energético e buscar uma pauta comum que balize as ações para os próximos anos.
De acordo com a Secretária de Assuntos Municipais da CNTE, Selene Michielin, presente no evento, "o seminário tem uma importância muito grande, pois pretende intensificar o processo de luta em defesa da Petrobras e do petróleo brasileiro e do uso desse recurso para a educação", ressaltou.
O encontro segue até amanhã (22), com análises sobre a conjuntura e apontamentos de mobilizações unitárias para o próximo período.
fonte: cnte

sábado, 16 de julho de 2016

Projeto Escola sem Partido é mais autoritário que currículo educacional da ditadura

Por Rodrigo Gomes
Da Rede Brasil Atual
O projeto Escola sem Partido, que alega combater a doutrinação de esquerda nas escolas e defender uma educação supostamente neutra, tem um viés mais autoritário que o currículo educacional desenvolvido durante a ditadura (1964-1985), na avaliação do professor Alexandre Pianelli Godoy, doutor em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Por incrível que pareça, embora no período da ditadura houvesse os guias curriculares e certa vigilância sobre o professor e o conteúdo que seria dado, os docentes não eram pressionados a ensinar desta ou daquela maneira”, afirmou.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Frente Nacional contra o Escola Sem Partido

Será lançada hoje (13), no Rio de Janeiro, a Frente Nacional contra o projeto Escola Sem Partido. A mobilização está marcada para 9h30, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Como ressalta o manifesto da Frente Nacional, assinado por diveresas entidades, entre as quais a Contee, ‘‘defender a escola sem partido é defender a escola com apenas um partido. Partido daqueles que são contra uma educação laica e contra o debate sobre gênero, fortalecendo assim a cultura do estupro e a LGBTTIfobia presente em nosso país. Defendemos a escola crítica sim, a educação libertadora, a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão e pensamento’’.


Confira abaixo a íntegra do manifesto:


 manifesto

fonte: contee.org

Sob protestos, Ministro da Educação dá posse a novos conselheiros do CNE

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Após nomeações de conselheiros para o Conselho Nacional da Educação (CNE), feitas pela presidenta afastada Dilma Rousseff serem revogadas, o atual Ministro da Educação Mendonça Filho nomeou nesta segunda-feira (11), 12 conselheiros para o CNE, escolhidos pelo presidente interino Michel Temer.

A cerimônia foi marcada por protestos. Com cartazes, com a frase “Golpistas: pela posse dos legítimos conselheiros do CNE”, e gritando palavras de ordem como “esse conselho não me representa” e “golpistas”, profissionais da educação, que estavam dentro e fora do CNE, exigiam a volta dos antigos conselheiros e a saída do ministro Mendonça Filho.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Desmonte: Conselho Nacional de Educação é entregue a privatistas

O desmonte da educação brasileira teve mais um capítulo ontem (4), com a divulgação da nova lista de designações de conselheiros para o Conselho Nacional de Educação (CNE), assinada na última  sexta-feira (1°) pelo governo interino e golpista de Michel Temer. No dia 28 de junho, havia sido publicada no Diário Oficial da União (DOU) a revogação de decretos que nomearam novos membros do CNE. Os conselheiros desligados do CNE haviam sido indicados e oficializados, em maio de 2016, pela presidenta Dilma Rousseff, hoje afastada do posto.
decreto
Agora, no novo decreto, Temer até reconduz cinco dos 12 nomeados que haviam sido suspensos dias antes, mas mantém os dois nomes comprovadamente privatistas: Luiz Roberto Liza Curi, atual presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e que possui vínculo com o Grupo Empresarial Pearson, e José Loureiro Lopes, ex-reitor do Centro Universitário de João Pessoa. Isso demonstra que, embora tenha mantido alguns nomes, o novo CNE é claramente um reforço do setor privado de educação e dos interesses privados.