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domingo, 23 de junho de 2013

Líderes de atos contra a ditadura avaliam luta atual

 

Antigos presos políticos, Cid Benjamin e Vladimir Palmeira não criticam fato de movimento ser apartidário, mas repudiam hostilidade a bandeiras e falta de pautas

 

CHRISTINA NASCIMENTO
Rio - O ano é 1970. No grupo de 40 presos políticos que foi solto em troca do fim do sequestro do embaixador da Alemanha, Ehrenfried von Holleben, estava o jovem Cid Queiroz Benjamim, 22 anos. Hoje, aos 65, ele está nas ruas engrossando os protestos que começaram na internet pela redução da passagem de ônibus. Não é um saudosista, afinal o cenário é bem diferente da época de opressão militar. Apoiado na sua experiência, não critica o apartidarismo do movimento atual. Apenas a hostilidade a bandeiras.
“Estou achando esses jovens, em termos de condução política, corretos, firmes e lúcidos. É evidente que o perfil do universitário daquela década para cá mudou muito. Atualmente, com o sistema de cotas, existe acesso maior de classes que eram excluídas”, analisou Benjamim, que é jornalista e assessor de imprensa da Comissão da Verdade no Rio. Se na década de 60, as bandeiras da esquerda alimentavam o movimento, agora elas não são bem-vindas pela maioria. Mas, para o ex-preso político, isso não desqualifica a mobilização: “Ser apartidário é uma coisa positiva. Só não a cabe a hostilidade a quem não é, o que, aliás é gravíssimo”.
Preso também durante a ditadura, o professor e ex-deputado federal Vladimir Palmeira, 68 anos, fez questão de acompanhar o filho no último protesto no Rio, na quinta-feira. Apesar de certo de que o ato político pode trazer mudanças sociais importantes, ele questiona a falta de organização do movimento, mas também não vê problemas no ato não ter uma legenda partidária que os represente.
“Acho que o fato deles garantirem que não vai ter aumento por um tempo dá um fôlego, mas bombearam quando não definiram uma pauta específica de reivindicações. Já deveriam ter feito esse debate em plenárias, com convocações da população. Falharam neste sentido”, critica.
Para os estudantes, intenção é aprofundar conquistas anteriores
A democracia em pauta é o fio condutor para o mergulho nos anos 60. Se antes a luta era pela liberdade e a participação, hoje o pleito é o direito de exercer plenamente essa conquista com o fim da ditadura. É o que acredita o historiador Gabriel Siqueira, 24 anos, um dos representantes no Rio do Movimento Passe Livre.
“O cidadão quer ser participativo neste sistema democrático. Ele quer ser ouvido, questionado, dar opiniões. Não basta apenas votar, queremos ser consultados sobre as concessões nos transportes públicos, nas votações de medidas nas áreas de saúde e educação”, afirmou.
Para o universitário Kauê Fernandes, 25 anos, da Universidade Federal Rural do Rio, o que há de similar com as décadas de 60 e 70 é que a força de segurança continua rechaçando os manifestantes que estão em atos pacíficos: “Os vândalos devem ser presos, mas tem muita gente de bem que está com medo de ir para os atos por causa da arbitrariedade dos agentes de segurança”, comenta o estudante.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

CTB/RJ apoia e participa das manifestações pela melhoria do transporte público

As manifestações que eclodem em todo o país lutam contra um sistema de transporte caro, ineficiente e hegemonizado pelos tubarões empresários dos ônibus e defendem um transporte de massa público, de qualidade e acessível para todos, contam com apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. 

Nessa linha, derrotar o pensamento conservador e neoliberal que hegemoniza a maioria das instituições é fundamental para o desenvolvimento da Nação. Para exemplificar, dos 513 deputados federais, apenas 70 possuem alguma ligação com os movimentos sociais, o que torna muito difícil avanços para classe trabalhadora.

Não concordamos com nenhum tipo de violência, de qualquer parte, e repudiamos a forma truculenta com que a PM tem atuado na repressão aos que se manifestam pacificamente. É inaceitável que boa parte da mídia conduza a cobertura jornalística distorcendo fatos e descaracterizando o movimento, o que reacende a necessidade de regulamentar os meios de comunicação.

Acreditamos que disputar os rumos do país significa colocar nas ruas a pauta da juventude e dos trabalhadores. A mobilização deve tocar em temas fundamentais para reformas estruturais do país, além da questão da mobilidade urbana, e por isso conclamamos os movimentos sociais para impulsionar alteração na correlação de forças da Nação e do Congresso Nacional e defender uma mudança de postura do governo na condução da economia do país, priorizando o desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda e não a "bolsa banqueiro" que é a política de juros altos do Banco Central.

Nesse sentido insere-se a defesa e o fortalecimento de um sistema de saúde e educação públicos, gratuitos e de qualidade, financiados principalmente pela renda do capital e royalties do pré-sal, e as bandeiras aprovadas pelas Centrais Sindicais na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora em 2010:

- Transporte público acessível e de qualidade para todos;
- Democratização dos meios de comunicação;
- Reforma Política com financiamento público de campanhas;
- Fim do Fator Previdenciário;
- 10% do PIB para Educação;
- Saúde para todos e Saneamento ambiental;
- Reforma Tributária de caráter progressivo;
- Reforma Agrária e Urbana;
- Redução da jornada de trabalho, sem redução de salários. 40 horas já!

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - Rio de Janeiro - CTB/RJ

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Centrais sindicais emitem nota sobre as manifestações pelo país

Em nota, publicada nesta segunda-feira (17), as centrais sindicais declaram seu apoio às mobilização contra o aumento das passagens urbanas e o direito de manifestação. Para as centrais,"as manifestações são absolutamente legítimas e democráticas". 


"A virulência da repressão policial contra os manifestantes é inadmissível, avilta o direito constitucional à livre manifestação e resgata o velho bordão de que os poderes constituídos tratam os assuntos de interesse social como caso de polícia", diz a nota.

Acompanhe nota na íntegra:
Nota das centrais sindicais sobre a mobilização contra o aumento das passagens urbanas e o direito de manifestação

A luta contra o aumento das passagens em curso em todo o país expressa a insatisfação dos trabalhadores e do povo submetidos, diariamente, a condições desumanas no transporte (ônibus, trens, metrô etc.), em especial nas grandes cidades. O preço das tarifas é absurdamente elevado frente às condições de prestação deste fundamental serviço público.

As centrais sindicais consideram, portanto, que as manifestações são absolutamente legítimas e democráticas. A virulência da repressão policial contra os manifestantes é inadmissível, avilta o direito constitucional à livre manifestação e resgata o velho bordão de que os poderes constituídos tratam os assuntos de interesse social como caso de polícia.

Sendo assim, as Centrais Sindicais que assinam esta nota se manifestam apoio à luta contra os aumentos das passagens, pelo amplo direito de manifestação e contra a violência policial. É fundamental que as manifestações sejam pacíficas e que avancem para a abertura de negociações com os governos dos Estados e municípios sobre o custo das tarifas e as condições oferecidas aos usuários do transporte público.

São Paulo, 17 de junho de 2013.

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT

FORÇA SINDICAL

UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES - UGT

CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL - CTB

NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES - NCST


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=216334&id_secao=1

domingo, 16 de junho de 2013

PROFISSIONAIS DA SEEDUC: ALERJ APROVA REAJUSTE

A Alerj terminou quarta-feira, dia 5 de junho, a votação do PL 2200 que reajusta o salário da educação - o reajuste de 8% aprovado na terça (04) foi mantido, tendo sido derrubado pela bancada governista todos os destaques para aumentar este índice. O reajuste é válido para todos os profissionais, incluindo os aposentados; os animadores culturais também receberão o reajuste.

A direção do Sepe acompanhou toda a votação e lutou pela aprovação das emendas propostas pela categoria - tendo sido aprovada a nossa emenda que determina que cada matrícula do profissional da educação deve corresponder à lotação em apenas uma escola.

Veja o que foi aprovado em plenário:

1) Reajuste de 8% a ser pago no salário de junho;

2) Abono dos dias da greve de advertência de 16 a 18 de abril - atenção, se alguma escola tiver sofrido código 30 (faltassem motivo) em outra paralisação convocada pelo Sepe em 2013 deve entrar em contato com o Sepe, informando osdetalhes;

3) Cada matrícula do profissional da educação deve corresponder à lotação em apenas uma escola.

Propostas aprovadas no Colégio de Líderes da Alerj com a presença do Sepe, Seeduc, Seplag e Casa Civil:

1) Pagamento de difícil acesso para os funcionários administrativos;

2) Extensão do reajuste de 8% para os animadores culturais através de decreto.

FONTE: site do SEPE

 


FAETEC: a greve é suspensa

A assembleia dos servidores da Faetec, realizada no Teatro do Cetep Quintino na tarde desta quinta-feira (13/6), aprovou a suspensão da greve e a entrada em Estado de Greve. As atividades letivas retornarão na sexta-feira (14/6).
Deliberações da assembleia:
- Autonomia das unidades escolares na construção dos calendários de reposição, através de assembleias locais.
- Reunião do Conselho Deliberativo Ampliado (Ex-Comando de Greve) no dia 3/7, às 14h, em Quintino.
- Paralisação e Assembleia Geral no dia 12/8, às 14h, no Teatro do Cetep Quintino.
- Acionar o Ministério Público a favor da igualdade salarial entre concursados e contratados.
Nossa greve avançou em pontos que antes do movimento paredista não existiam, tais como um calendário de tramitação do PCS (ainda que longo e incompleto), a aprovação da emenda 19 e a perspectiva de convocação de 500 concursados em julho. Concluímos uma etapa da luta, mas a mobilização vai continuar durante todo o ano.

junho 14, 2013
extraído do site do Sindpefaetec

sábado, 15 de junho de 2013

PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DO RIO NA LUTA

A assembleia geral dos profissionais de educação, ocorrida no último dia 12 de junho, às 10 horas, na ACM, na Lapa, deliberou pela greve de 48 horas, nos dias 13 e 14 de agosto. Dia 13, ocorrerão as assembleias nas regionais do SEPE, e dia 14, assembleia geral, às 10 horas, em local a ser definido, e passeata na Av. Rio Branco, com concentração na Candelária, às 14 horas.
No mesmo dia 12, a tarde, os profissionais de educação fizeram Ato Público em frente à Camara Municipal, na Cinelândia, e uma comissão do SEPE reuniu-se com o líder do governo na Câmara, Vereador Guaraná, na presença dos vereadores Eliomar Coelho, Brizola Neto, Paulo Pinheiro e Reimont. Prestaram também solidariedade ao movimento os vereadores Renato Cinco e Jefferson Moura.
Ao final da reunião, marcou-se uma novo encontro na Câmara, com a liderança do governo, dia 18 de junho, às 14 horas, para discutir-se a pauta de reivindicações da categoria. O vereador Reimont, presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, convidou o SEPE para a Audiência Pública da Comissão, a se realizar no próximo dia 26 de junho, às 18 horas, no auditório da Câmara, que debaterá a proposta de Plano de Carreira da Categoria.

Assembleia decide por greve de 48 horas, em agosto.



 



 
Ato Público em frente à Câmara Municipal, convocado pelo SEPE.

domingo, 9 de junho de 2013

1.º CONGRESSO DA CTB/RJ

Com cinco anos de fundação, a Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RJ), realizou vitorioso congresso nos dia 7, 8 e 9 de junho passado, em Mendes, no Centro Marista São José, sendo a abertura do congresso realizada, no dia 7, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos/RJ, em S. Cristóvão, Rio de Janeiro.
O congresso reuniu cerca de 200 delegados representantes dos núcleos de base, sindicatos e federações do estado do Rio de Janeiro ligadas à CTB. Num clima de compromisso com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do estado, os delegados reformularam o estatuto da entidade e elegeram Ronaldo Leite, do Sindicato dos Correios, para presidente. O congresso se voltou para preparar a classe trabalhadora fluminense para enfrentar as questões candentes em nosso Estado. Segundo o professor J.C. Madureira, eleito para a executiva da CTB/RJ, “A base programática é a luta por um novo projeto de desenvolvimento para o Estado do Rio de Janeiro. E quando se fala de desenvolvimento, é importante frisar que se trata de desenvolvimento de novo tipo, com ampliação da democracia, integração solidária, desenvolvimento de outros setores da economia, democratizar o desenvolvimento e progresso social para todas regiões do Estado”.



Congresso em Mendes, Centro Marista São José
 
 
 

Centro Marista São José das Paineiras, Mendes, local de realização do Congresso




Da esquerda para a direita: Ronaldo Leire, presidente eleito, Katia Gaivoto e Paulo Sergio Farias, diretores.


 
Mauricio Ramos, ex-presidente, na abertura do congresso.


RS: demissão de professor expõe limite entre ensino e doutrina religiosa

Extraído de Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

Professor de história em uma escola de Porto Alegre (RS) foi demitido, segundo ele, por se recusar a abordar conteúdos religiosos nas aulas

A demissão de um professor de história do colégio particular La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre (RS), ocorrida no dia 17 de maio, provocou protesto dos alunos contra a direção e trouxe à tona dúvidas sobre até que ponto a doutrina religiosa de escolas confessionais (ligadas a uma crença religiosa) pode influenciar o currículo e a rotina da comunidade escolar.

Há quase cinco anos como professor de história na escola confessional de linha cristã, Giovanni Biazzetto foi demitido, segundo sua versão, sem ter recebido uma “explicação plausível”. O professor alega que houve “perseguição religiosa” por parte do novo diretor, o irmão Olir Facchinello - que está no comando da instituição desde janeiro deste ano). O docente conta que, durante as reflexões diárias com que as turmas iniciam a aula, foi exigido que ele abordasse conteúdos de cunho religioso, tarefa que recusava.

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“Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: ‘todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula’”, comenta Biazetto. O professor também se defende dizendo que nunca recebeu nenhuma advertência anteriormente. "Minhas aulas sempre foram estruturadas no debate, na leitura e na escrita. Isso sem contar os projetos educacionais que criamos no colégio e que estão em andamento desde 2010”, diz.

Conforme informações divulgadas em nota pela assessoria de comunicação da rede La Salle Porto Alegre, o professor foi demitido devido a “uma questão técnico-pedagógica”. A assessoria não atendeu a solicitação da reportagem para entrevistar a direção da escola ou da rede e não comentou as afirmações do professor demitido.

Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: ‘todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula

Giovanni Biazzetto
 Professor demitido

 Ao lado de Biazetto, estão dezenas de alunos e seus pais que protestaram em frente à escola contra a demissão. De acordo com uma mãe que não quis se identificar, o grupo teria recebido ameaças por parte da escola de perder bolsas, por isso, os pais dos alunos envolvidos denunciaram a escola no Conselho Tutelar, que está apurando o caso. Atualmente, o La Salle Pão dos Pobres conta com cerca de 430 alunos, sendo que 70% deles possui bolsa integral e 25% bolsa parcial.

Ensino religioso é facultativo, mas proselitismo é vedado

A postura do novo diretor também é alvo de críticas da professora de filosofia do colégio, Gabriela Bercht, que resolveu pedir demissão depois do ocorrido com o colega. “A escola foi se tornando um lugar mais conservador em todos os sentidos. Nossa autonomia como professor vinha sendo limitada, o que torna nosso trabalho quase impossível”.

Biazzetto conta ainda que, um dia antes de sua demissão, o presidente da mantenedora, irmão Jardelino Menegat, fez um discurso para o grupo de educadores da escola que gerou preocupação no corpo docente. “Ele disse: ‘quem não é cristão não serve para a nossa instituição’. Isso comprova que a escola não está apenas seguindo uma identidade cristã. No plano pastoral do La Salle, diz que é preciso zelar pelos valores e pelos princípios, mas nunca impor para alguém uma doutrina. Tanto é que na rede não existe catequese. E o irmão tenta impor esta questão religiosa”, conta o professor demitido.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) do Ministério da Educação (MEC), as escolas possuem autonomia quanto à metodologia de ensino adotada, mas devem contemplar conteúdos obrigatórios. A educação religiosa, conforme o artigo 33 da LDB, é facultativa. No caso da escola oferecer a disciplina, seja ela privada ou pública, deve ser assegurado o respeito à diversidade e fica vedada qualquer forma de proselitismo religioso, ou seja, nenhuma doutrina pode ser imposta aos alunos.

A diferença para as escolas privadas confessionais é, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), que elas têm autonomia para dar mais ênfase à sua religião no projeto pedagógico.

Segundo a assessora educacional da rede em Porto Alegre, Rosemari Fackin, o ensino religioso nas instituições lassalistas segue os parâmetros nacionais da lei e trabalha valores da doutrina sem cunho catequético. “Não temos a ideia de catequisar os alunos. Fazemos reflexões diárias, o que não quer dizer que seja uma reza ou algo doutrinário. Tanto que temos crianças de outras religiões e que assistem à aula de ensino religioso. E se o pais não quiserem, o aluno pode sair da sala”, explica.

Evolucionismo X Criacionismo

A coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo, Roseli Fischmann, afirma que, nas escolas confessionais, os pais devem conhecer previamente qual o tipo de abordagem educacional da instituição. Contudo, deve ser assegurado o ensino dos conteúdos obrigatórios, mesmo aqueles que, como o evolucionismo de Darwin, vão contra ao que ensina a doutrina do colégio.
  
“Não se pode interferir no conteúdo como se ele fosse algo que muda de escola para escola. Dentro destas três categorias, pública, particular privada e a particular comunitária confessional, as instituições devem oferecer conhecimento científico acumulado pela humanidade”, explica. Roseli reforça que "os professores não podem ser obrigados a ensinar algo que não está correto do ponto de vista pedagógico e da legislação ou que vá ferir a consciência deles enquanto profissionais".
  
De acordo com a assessora educacional da rede em Porto Alegre, a contratação dos professores independe de crença, e as escolas lassalistas contemplam os conteúdos obrigatórios. “Por exemplo, eu posso ser cristã e, no entanto, acreditar na evolução de Darwin. Existem as duas teorias, e elas precisam ser explicadas e podem ser debatidas em uma aula de ciências”, diz Rosemari.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

terça-feira, 4 de junho de 2013

ALERJ VOTA PROJETO DE REAJUSTE DE SERVIDORES DA EDUCAÇÃO

Hoje, dia 4 de junho, o plenário da ALERJ confirmou o reajuste salarial de 8% acordado na Reunião de Líderes, ocorrida ontem, segunda-feira, dia 3/6.
O presidente da ALERJ, Deputado Paulo Melo, acordou também a aprovação do abono de falta dos dias parados pela categoria. O plenário aprovou a emenda proposta pelo Dep. Marcelo Freixo que prevê a lotação de uma matrícula em uma única escola. Durante a declaração de voto, parlamentares defenderam o voto na emenda, afirmando ser um absurdo um professor de 16 horas semanais ser obrigado, muitas vezes, a trabalhar em duas, três e até quarto escolas. O Dep. Paulo Ramos condenou a alegação do Secretário de Educação que afirmou, em reunião com os deputados, que só poderia atender essa reivindicação da categoria em 2023!?
A sessão foi suspensa no final da tarde e a votação das emendas ainda não tem data definida, mas, deverá ocorrer ainda essa semana.
Amanhã, dia 5/6, está prevista a votação das emendas relativas às reivindicações dos profissionais da FAETEC. Continuam também as votações das emendas dos servidores do Degase, Fundações FIA e Santa Cabrini.
Pela manhã, a Comissão de Educação realiza audiência pública, às 10 horas, com a presença do Secretário Wilson Risoli, para discutir o relatório anual da Secretaria de Educação.

PLENÁRIO DA ALERJ, EM 4 DE JUNHO.

Audiência Pública na Alerj discute o relatório anual da Seeduc amanhã (5.6.2013)

A Comissão de Educação da Alerj realiza nesta quarta-feira (05/06), às 10h, na sala 316 do Palácio Tiradentes, audiência pública para discutir o relatório anual da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com a presença do secretário Wilson Risolia.

O Sepe estará presente à reunião.


Deputados aprovam reajuste de 8% para o estado - sessão foi suspensa


A mensagem com o projeto de lei do governador Sergio Cabral que propôs um reajuste salarial para a educação está sendo votada hoje (04/06) pela Assembleia Legislativa (Alerj). Os deputados aprovaram uma emenda com um reajuste de 8% a ser pago no salário de junho (sendo depositado na conta dos servidores em julho) – índice um pouco maior do que aquele da mensagem original, que era de 7%.

A sessão foi suspensa agora por falta de quórum, já que a maioria da bancada governista se retirou assim que foi aprovada uma emenda proposta pelo Sepe, que determina que cada matrícula do profissional da educação deverá corresponder à lotação em apenas uma escola.

A sessão está prevista para retornar ainda hoje.

Acréscimo: o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), informou ao Sepe que a sessão não retornará hoje. Melo disse que convocará nova votação, mas não confirmou a data.

domingo, 2 de junho de 2013

Chile: médico que teria matado Neruda é identificado

SANTIAGO DO CHILE - O médico que cuidou do poeta chileno Pablo Neruda na época de seu falecimento foi Michael Townley, o ex-agente da CIA que foi processado pelas mortes de opositores chilenos na época da ditadura, informou o ex-assistente do escritor, Manuel Araya. 
O motorista pessoal do poeta em seu último ano de vida explicou, em entrevista à ANSA, que o doutor Sergio Drapper, que deveria ter injetado o medicamento no poeta, que Araya alega ter sido veneno, acusa um médico conhecido como Price de ter feito a aplicação. 
O motorista disse que as características de Price -- cerca de 1,80 m de altura, figura magra e loira -- se assemelham às de Michael Townley, "que fez maldade com Neruda e outros que serão identificados pelas investigações". 
Araya, que levantou a hipótese de Neruda ter sido morto pela ditadura militar chilena (1973-1990), ainda disse que em duas semanas devem ser conhecidos os nomes dos outros dois médicos ligados ao caso. 
"Estamos no caminho certo", disse, acrescentando que apareceram mais evidências "estranhas" sobre o dia que o escritor foi morto. 
Neruda faleceu em 23 de setembro de 1973, na clínica Santa Maria, 12 dias após o golpe de Estado contra o governo de Salvador Allende, que instaurou a ditadura militar no país. 
O poeta sofria de câncer de próstata e, de acordo com o boletim médico da época, essa teria sido a causa de sua morte, versão que Araya nega. Para o chofer, o escritor foi assassinado por forças do governo. 
Townley, casado com a escritora chilena Mariana Callejas, militava em um movimento de ultra-direita, que era opositor do governo de Salvador Allende (1908-1973). Após o golpe militar ele entrou para os serviços de inteligência dos Estados Unidos, matando figuras contrárias ao regime, entre elas do general Carlos Prats e do ex-chanceler Orlando Letelier.

FONTE: JB ON LINE


sábado, 1 de junho de 2013

RJ já tem 50 escolas fechadas

Nova unidade extinta fica no Centro da cidade
Fechamentos prejudicam alunos que trabalham durante o dia e precisam estudar à noite

Jornal do Brasil

Maria Luisa de Melo

O número de colégios da rede estadual do Rio fechados pela Secretaria estadual de Educação chegou a 50 este mês. Conforme vem denunciando o Jornal do Brasil, um processo de "otimização" da rede e corte de gastos vêm sendo feitos nos últimos 18 meses pelo secretário estadual de Educação, o economista Wilson Risolia.
Desta vez, o Colégio estadual Vicente Licínio Cardoso é que está na mira do governo do estado. Um comunicado anunciando o processo de extinção foi entregue ao diretor da unidade no último dia 20. O colégio é um dos que funciona em prédio da Prefeitura, à noite, e atende alunos dos 17 aos 50 anos, todos matriculados no Ensino Médio.  A maioria vive nos morros da Providência e da Conceição.
 O número de colégios da rede estadual do Rio fechados pela Secretaria estadual de Educação chegou a 50 este mês
Conforme contou o diretor da escola, Luiz Carlos Torres, a unidade tinha cerca de 500 alunos até o final do ano passado. No entanto, o colégio teve que sair do bairro da Saúde, onde funcionava desde sua fundação, porque a Secretaria Municipal de Educação do Rio pediu que o prédio fosse desocupado. Logo depois, os 500 alunos foram transferidos  para o prédio da Escola Municipal Darcy Vargas, no mesmo bairro. Com a escola cercada por cracolândias, os professores decidiram fazer paralisações para conscientizar o governo estadual sobre a necessidade de policiamento pelo menos nos horários de entrada e saída de alunos e mestres. A solução da secretaria, no entanto, foi transferir os alunos para uma escola na Praça da República.
Com a mudança para uma escola que fica a uma distância de três quilômetros da unidade anterior, restaram apenas 40% dos alunos matriculados no C.E Vicente Licínio Cardoso, que atualmente vem funcionando no prédio do C.E. Júlia Kubitschek. As duas escolas dividem o mesmo prédio, que pertence ao governo do Estado.
"No ano passado, tiraram a nossa escola do seu endereço de sempre, na Saúde, e não nos deram explicações. Houve boatos de que a Prefeitura estava cobrando o prédio de volta, mas nada foi oficial. Depois, nos remanejaram para uma escola que à noite era um celeiro de cracolândias. Claro que não havia como continuar ali. Porém, a transferência para outra escola, mais longe, fez com que muitos alunos deixassem de frequentar as aulas neste ano. São alunos que trabalham durante o dia e saem em cima do horário para terem aulas. Não podem estudar tão longe de casa", destaca o professor Luiz Carlos Torres.
O professor sugere ao governo do Estado que faça um levantamento de quais áreas da cidade tem maior carência por escolas antes de sentenciar os fechamentos de algumas unidades.
"No início deste ano, tive que rejeitar muitas matrículas de alunos que pretendiam terminar o Ensino Médio porque o destino do colégio estava incerto. Há uma demanda por uma escola noturna de Ensino Médio no bairro da Saúde. Com a mudança da escola de endereço, esta demanda não é atendida. Ou seja, os alunos são praticamente obrigados a estarem fora da sala de aula. Isso não devia estar acontecendo", critica.
Com transição falha, aluna está sem vaga há 1 ano e meio
O fechamento de colégios estaduais que ofereciam os ensinos Fundamental e Médio  continua sendo tratado pela Secretaria estadual de Educação (Seeduc) como casos de "municipalização". Isto é, quando o Ensino Fundamental é devolvido para a Prefeitura. Por lei, o município é, de fato, quem deve gerir tal faixa de ensino. Assim como, é responsabilidade do governo estadual, arcar com o Ensino Médio. O que chama a atenção é que a maior parte das unidades já fechadas atendiam os dois segmentos de ensino.
A Seeduc também alega que a transição do Ensino Fundamental para a Prefeitura vem sendo feita com planejamento. No entanto, o caso da costureira Roberta de Souza, 28 anos, prova o contrário do que diz o governo estadual.
Sem vaga na rede pública desde o fechamento do Colégio estadual Pedro Varella, em 2011, Roberta buscou vaga para o oitavo ano até o início deste mês. Foi quando, depois de muito esperar conseguiu vaga no C.E. Paulo de Frontin. No entanto, a escola não dispunha de vaga para o oitavo ano e a aluna foi inserida numa turma de nono ano.
Na semana passada, veio a notícia de que Roberta terá que deixar de frequentar o 9° ano do Ensino Fundamental, porque obviamente não concluiu o 8°. A costureira cobra um posicionamento da Seeduc para ser mantida em sala de aula.
"Eu não cursei o 8° ano porque não encontrei vaga à noite. Eu não tenho opção de estudar durante o dia, porque tenho que trabalhar, tenho filho para sustentar, ... Antes de fecharem as escolas, a Secretaria tem que verificar se as escolas que restaram vão atender aos alunos que ainda estão matriculados. O que não pode é fechar primeiro e só se dar conta do erro depois. Eu quero concluir o Ensino Fundamental e eu vou concluir. É um direito meu", dispara a aluna.
Em nota, Secretaria continua negando fechamento
"Atualmente, há 172 unidades escolares compartilhadas entre a Secretaria de Estado de Educação e a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.  Eram 197 em 2012.
No interior, há 58 escolares compartilhadas entre a Secretaria de Estado de Educação e secretarias municipais de Educação de 58 cidades. Eram 54 em 2012.
Cada municipalização ou descompartilhamento só ocorre ao fim de cada ano, após acordo com a secretaria municipal de Educação (municipalizações); ou em caso de descompartilhamento o Estado avaliar e encontrar prédios próprios a uma proximidade de, no máximo, 1,5 km, da escola a ser descompartilhada. A Secretaria de Estado de Educação investe, em escolas compartilhadas, cerca de R$ 8 milhões por ano".

FONTE: JB ON LINE
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/05/30/rj-ja-tem-50-escolas-fechadas-nova-unidade-extinta-fica-no-centro-da-cidade/
marialuisa.melo@jb.com.br