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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dia Internacional da Mulher

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES COMEMORATIVAS DO 8 DE MARÇO

No mês de março teremos atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher. A Central vem construindo junto às demais entidades um calendário unificado de atividades.Assim será fundamental a participação dos militantes classistas na agenda abaixo:


- 01 de março (iniciando as comemorações)  -  sexta-feira, das 14 às 17h  - Atividade na Central do Brasil com todas as entidades que compõem o CEDIM, inclusive a CTB

- 08 de março - sexta-feira, às 10h - Apresentação da Secretaria Municipal de Politica para as Mulheres da Cidade do Rio de Janeiro, pela camarada Secretária Ana Rocha, com a presença do Sr. Prefeito Eduardo Paes. No Palácio da Cidade - Rua São Clemente, 360 - Botafogo. Nossa companheira Raimunda, dirigente da CTB/RJ, receberá uma homenagem da Secretaria.

   
- 08 de março - concentração às 16h na Candelária  -  Caminhada Unificada com várias entidades feministas, do movimento social e partidos.

CTB - RIO

Em crise, universidades particulares do Rio têm dívida de R$ 900 milhões

Felipe Martins
Do UOL, no Rio de Janeiro
26/02/201317h43 > Atualizada 26/02/201317h49
A crise que atinge duas das maiores redes de ensino superior privado do Rio de Janeiro, a Gama Filho e a UniverCidade, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (26) com o depoimento de Alex Klyemann, presidente do Grupo Galileo Educacional, mantenedor das duas instituições, à CPI das Universidades Privadas.
Estudantes de medicina protestam contra Gama Filho na retomada da CPI
Klyemann foi ouvido pelos integrantes da comissão por cerca de duas horas e meia na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Ele reconheceu o montante total da dívida, mas não informou o valor do débito com os professores e demais funcionários e também não soube precisar se as instituições recolhem e descontam o imposto sindical dos profissionais de educação.  Ele alegou o “pouco tempo” da nova administração da Galileo, desde outubro de 2012, como motivo para a falta de detalhamento das informações.
Questionado sobre o fato de um grupo econômico assumir o controle de empresas com uma dívida dessa magnitude, Klymann disse que não tinha o conhecimento do valor total da dívida ao assumir a presidência.  “Não tinha noção do débito, mas acho possível a equação dessa dívida. Acredito muito no resgate dessas duas instituições”, disse.
O Grupo Adenor Gonçalves adquiriu o controle da Galileo Educacional em outubro de 2012. O conglomerado é controlado pelo pastor evangélico Adenor Gonçalves dos Santos, representante da Igreja Batista Internacional no Brasil. É composto por empresas de segmentos da área de construção civil, distribuição de medicamentos, além de emissoras de rádio e até petrolíferas voltadas para o pré-sal, cuja exploração ainda está por começar. 
A CPI convocou o empresário Adenor Gonçalves para prestar depoimento no dia primeiro de março.

Atrasos e irregularidades

Sobre o recolhimento da contribuição sindical, o presidente do Grupo Galileo afirmou que tratou do assunto com o Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro).  O presidente do sindicato, Wanderley Quêdo, presente à reunião extraordinária da CPI, no entanto, ao ser chamado a falar negou a afirmação de Kleymann, afirmando que no encontro trataram apenas das demissões dos professores.Kleymann prometeu que os salários atrasados, 50% de dezembro e o integral de janeiro, seriam pagos ainda hoje.

Qualidade

O presidente da Galileo admitiu ainda que o corpo docente dos cursos de Ensino à Distância e de Pós-Graduação da Gama Filho são terceirizados, pertencentes à empresa Central de Cursos, sediada em São Paulo. O relator da CPI, deputado estadual Robson Leite (PT) perguntou se Klyemann sabia que esse tipo de contratação é ilegal. “Cheguei em cinco de novembro de 2011 e ainda estou analisando os contratos”, respondeu.
Procurado pela reportagem do UOL, o Ministério da Educação informou que há irregularidade quando o professor não tem contrato firmado por meio do CNPJ da empresa mantenedora.

Crise se agravou em 2012

A crise na Universidade Gama Filho e na Univercidade se agravou em 2012. Cerca de 600 professores foram demitidos segundo informações do sindicato. O grupo Galileo confirma 410 profissionais de educação mandados embora. Muitos dos professores demitidos ainda não receberam o dinheiro referente à rescisão de contrato.
Em abril, professores da Gama Filho e Univercidade cruzaram os braços em uma greve que durou cerca de um mês.  De acordo com os docentes, parte dos salários de dezembro, janeiro e março e também o 13º salário de 2007 estavam atrasados.

Alunos de medicina da Gama Filho continuam sem saber onde farão aulas práticas

Felipe Martins
Do UOL, no Rio de Janeiro
26/02/201317h44 > Atualizada 26/02/201320h36
Em depoimento à CPI das Universidades Privadas, o presidente do grupo Grupo Galileo Educacional, Alex Klyemann, não deu prazo para solução do impasse quanto à volta das aulas práticas do curso de medicina da Universidade Gama Filho na santa Casa de Misericórdia. Em janeiro de 2012 o Grupo Galileo, controlador da Gama Filho e da UniverCidade, anunciou o rompimento do convênio com a Santa Casa, mas foi retomada a parceria ainda naquele ano para que os alunos não perdessem o ano letivo. "Ainda não tenho solução. Ainda não conversei com ninguém da Santa Casa, pretendo fazer isso na próxima semana", afirmou.
Estudantes de medicina protestam contra Gama Filho na retomada da CPI
O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), questionou o motivo da manutenção do impasse, mesmo tendo se passado três meses desde que o controle do grupo passou para uma nova direção. "Estamos equacionando caso a caso os problemas. Equacionamos a inadimplência com a Secretaria de Saúde, zeramos a inadimplência com o Hospital da Aeronáutica. Vamos começar a examinar a questão da Santa Casa".
Klyemann disse que a solução das dívidas com a Prefeitura e com a Aeronáutica, possibilitarão a regularização das aulas práticas dos estudantes. A afirmação , no entanto, foi refutada pelo representante do Sindicato dos Médicos, Jorge Luiz do Amaral, também professor da Gama Filho na Santa Casa.
"O município só recebe alunos do 10º ao 12º período. As unidades da rede municipal de saúde não têm professores regulamentados pelo Ministério da Educação. Um professor contratado por uma unidade privada de ensino não pode dar aula na rede pública", disse.
Respondendo ao professor, o presidente do Grupo Galileo afirmou que os estudantes ao chegarem à rede pública para estágio serão recebidos por preceptores contratados.

Protestos dentro e fora da Alerj

Quando a reunião extraordinária se caminhava para o fim, o clima esquentou quando o relator da CPI deu a palavra a Rafael Iwamoto, 25 anos, estudante do quarto período e presidente do Camed (Centro Acadêmico de Medicina da Gama Filho). "Essa pessoa que está ao seu lado (falando para o presidente do Grupo Galileo) é a minha mãe. Gostaria que você olhasse para ela e dissesse por que o filho dela não vai se formar em medicina", bradou, ganhando aplausos de professores e pais de alunos presentes à CPI.
Nas escadarias da Alerj, um grupo de estudantes da Gama Filho e da Univercidade protestava contra a Galileo Educacional. O presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes), Igor Mayworm, criticou o depoimento de Klyemann. "De uma maneira desrespeitosa, o representante da Galileo afirmou desconhecer os problemas graves que a comunidade acadêmica vem sofrendo como atraso dos salários dos professores, não pagamento de convênios. Como se pode formar um neurocirurgião sem nunca ter contato com o paciente?", questionou. "O MEC precisa se posicionar contra os absurdos que acontecem em instituições como essa", completou." 

Crise se agravou em 2012

A crise na Universidade Gama Filho e na Univercidade se agravou em 2012. Cerca de 600 professores foram demitidos segundo informações do sindicato. O grupo Galileo confirma 410 profissionais de educação mandados embora. Muitos dos professores demitidos ainda não receberam o dinheiro referente à rescisão de contrato.
Em abril, professores da Gama Filho e Univercidade cruzaram os braços em uma greve que durou cerca de um mês.  De acordo com os docentes, parte dos salários de dezembro, janeiro e março e também o 13º salário de 2007 estavam atrasados.
Em maio, foi a vez dos alunos protestarem. Cerca de mil estudantes fizeram manifestação no campus da Gama Filho na Piedade, bairro da zona norte do Rio, contra a falta de infraestrutura da unidade e a demissão de professores e aumento das mensalidades. Banheiros sem água, lixo acumulado nas salas de aula eram algumas das reclamações.
Ao longo do ano, cinco campi das instituições foram fechados, quatro por ordem de despejo. Alunos reclamam o aumento do tempo de deslocamento de casa à faculdade. "Eu desde que fui transferido passei a levar uma hora e meia no trajeto de casa à faculdade, antes levava penas meia hora", disse Ana Paula Santos, que estudava no campus Freguesia, na zona oeste, e foi deslocada para Madureira, na zona norte da cidade.
No início de 2013, mais 70 professores foram demitidos. Gama Filho e Univercidade têm, juntas, quase 34 mil estudantes.

Em maio, foi a vez dos alunos protestarem. Cerca de mil estudantes fizeram manifestação no campus da Gama Filho na Piedade, bairro da zona norte do Rio, contra a falta de infraestrutura da unidade e a demissão de professores e aumento das mensalidades. Banheiros sem água, lixo acumulado nas salas de aula eram algumas das reclamações.
Ao longo do ano, cinco campi das instituições foram fechados, quatro por ordem de despejo. Alunos reclamam o aumento do tempo de deslocamento de casa à faculdade. “Eu desde que fui transferido passei a levar uma hora e meia no trajeto de casa à faculdade, antes levava penas meia hora”, disse Ana Paula Santos, que estudava no campus Freguesia, na zona oeste, e foi deslocada para Madureira, na zona norte da cidade.
No início de 2013, mais 70 professores foram demitidos.  Gama Filho e Univercidade têm, juntas, quase 34 mil estudantes.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Educador destaca poder do currículo oculto para "dizer não"

Para Michael Apple, da Universidade de Wisconsin, professor precisa ser perturbado a recusar ofensiva conservadora na educação.
Katarina Ribeiro Peixoto 30/07/2004  

Porto Alegre - Passamos muito tempo denunciando o neoliberalismo e não conseguimos perceber que a direita mudou. E é preciso aprender com a direita, não regressivamente, mas progressivamente. A direita compreendeu que precisa mudar e para isso resolveu apoderar-se das expressões e palavras que sempre estiveram com a esquerda, como democracia, participação, solidariedade etc. O resultado dessa apropriação é a dissolução do sentido dessas coisas, inclusive para aqueles que se consideram democráticos. A avaliação é do professor de ensino e currículo de políticas educacionais da Universidade de Wisconsin, Michael Apple, que, durante conferência no Fórum Mundial de Educação, propôs um conjunto de problemas que desafiam a pauta comum dos debates sobre educação e poder. Segundo ele, o problema do poder, como dominação hegemônica, não é tratado como algo estranho às escolas, que se lhes impõe de fora para dentro. Tampouco como se fosse um desconhecido dos próprios professores, uma vez que estes se considerem democráticos.

Apple iniciou sua fala pedindo desculpas ao público pelo governo e pelo sistema educacional de seu país. "Chamamos nosso presidente de nosso residente. Ele pede desculpas por não se encontrar aqui, mas é que ele é presidente e não tem tempo para debater conosco. Mas tenho certeza que ele está nas suas mentes, tanto como na minha". Ao contrário de um mero show retórico, Apple ofereceu um espetáculo de coerência argumentativa e performativa, raramente presente nos debates da esquerda. O ponto de partida de sua argumentação, explicada minuciosamente, na segunda conferência do III FME (Conhecimento, Poder e Emancipação) foi uma provocação. O que o interessa, afinal, não é dizer aos professores o que fazer com suas dificuldades, oferecendo-lhe receitas, mas desafiá-los, perturbá-los e convocá-los a dizer "não", coletiva e organizadamente, à doutrina oficial imposta por uma direita mais conservadora, mais criativa e ainda mais poderosa.

Onde está o poder?
Para isso, considerou a seguinte situação: ele, pesquisador já há alguns anos afastado das salas de aula com crianças e jovens, retorna a uma sala de aula numa favela com um problema matemático de difícil solução. Então, um aluno se levanta e diz que sabe resolvê-lo. "Eu reajo com surpresa. Sei que esse aluno, que parte de uma favela, que não teve as mínimas condições de aprendizado, não poderia dar conta desse problema. Pois o que pergunto é: reagiria da mesma forma numa escola que atendesse a alunos de classe média? Não". Isso de fato ocorreu, na África do Sul, poucos anos atrás, numa pesquisa de campo do professor. E é desse juízo prévio dos professores que Apple se ocupa, para tratar a educação como um ato essencialmente político.

A educação é um ato político, segundo ele, sob vários aspectos. E para compreender as mudanças de rumo da educação é preciso ter em conta essa sua característica central. Se a educação é um ato político, é, afinal, um centro de irradiação de poder. Mas isso não é simples. "Nos acostumamos com uma divisão entre conhecimento oficial e seu outro, o conhecimento popular", onde um conjunto de conhecimentos é considerado "oficial" porque é dominante, observa o professor norte-americano. "Mas o que me ocupa, aqui, é o ‘currículo oculto‘", esse que habita as mentes e comportamentos dos professores em sala de aula, na escola e na sociedade. E é nesse contexto que o exemplo acima faz sentido. Pois bem, em que sentido a educação é essencialmente um ato político? E quais as relações de força que estão condicionando as mudanças na educação hoje?

Para Apple, a educação tem funcionado com um meio de selecionar as pessoas através de uma suposta "pacificação” das diferenças entre elas. A educação, em segundo lugar, é também um cenário no qual as mulheres têm desempenhado um papel fundamental. Além disso, a educação tem sido, especialmente nos EUA, vilipendiada por cortes orçamentários de vulto, em favor do alto financiamento armamentista do país. "Mas há ainda uma última forma em que a educação é política: quem tem a voz, quem está fazendo a educação. E é por isso que Porto Alegre está dando um exemplo para o mundo". Para o professor, o Brasil se tornou um professor-mundo. "Especialmente nesta cidade, onde políticas importantes estão sendo construídas. Por isso, insisto que lembremos do que está sendo feito aqui". Mas essas não são questões novas, disse Apple, não são problemas nem soluções desconhecidas para os educadores.

O novo "guarda-chuva" neoliberal

O que é novo, segundo ele, é o modo como a direita tem atuado em relação à educação. E alertou: "Se quisermos mudar, temos de analisar como a direita funciona e como eles chegaram ao sucesso. A direita sabe que para vencer no Estado precisa vencer na educação. Infelizmente, a direita entendeu melhor isso que a esquerda. A direita compreendeu que precisa mudar". Mas, como se deu esse "aprendizado" dos setores dominantes? Apple propôs uma metáfora de um guarda-chuva para explicitar essa mudança. "Os grupos dominantes têm um esforço de consenso via educação: alcançar o entendimento real das pessoas. E a direita tem sido extremamente criativa nisso. Até porque os grupos dominantes perceberam muito bem que estava chovendo fora do seu guarda-chuva." Mas em que consiste, exatamente, o guarda-chuva ideológico da direita? Para o professor, esse guarda-chuva contém quatro poderosos grupos: os neoliberais dos anos 90, os neoconservadores, que não abdicam, nem discursivamente, do Estado, os populistas autoritários e o que chama de a nova classe média profissional.

O primeiro grupo se caracteriza por um conjunto de poderosas crenças simples. Assim, a administração pública se apresenta como um buraco negro, onde o investimento se dá, sempre, a fundo perdido. Acreditam na ficção de um Estado fraco, mas querem um Estado forte para assegurar os mercados e controlar a visão das pessoas. Essa concepção, predominante nos anos 90, gerou um estado de coisas que Apple descreve assim: "Nos EUA eles estão muito interessados hoje em dar comida, cobertores e abrigo aos pobres, principalmente aos negros pobres. Por isso, estão encarcerando todos os que não participam da sua ficção". O segundo grupo é o dos neoconservadores. Eles acreditam num Estado forte e na "devolução da cultura ‘real‘ dos americanos para os americanos". Querem um Estado forte, com controle de conhecimento, nacionalização dos currículos (o que já está ocorrendo hoje nos EUA). Estão absolutamente centrados nos testes e avaliações nacionais segundo o currículo unificador nacional. Pretendem, assim, disseminar um conhecimento fraco, pacificador e uniformizante.

Onde Deus fala inglês

O terceiro grupo, o dos populistas autoritários, tem uma radicalidade própria. "Deus fala inglês e o capitalismo é o sistema econômico divino. Os negros são aqueles que Deus marcou". E, disse ainda o professor, "se vocês acham que isso é inconseqüente, lembrem que quem ocupa a Casa Branca hoje é desse grupo. A guerra ao Iraque, por isso, não é somente em torno do petróleo, ela gira também em torno da religião". E há também o que ele chamou de nova classe média profissional. Essa classe média, que compõe o quarto grupo de poder, se caracteriza pela atual ocupação de postos no Estado. Seu capital, segundo Apple, "é o capital da estrutura". É sua competência técnica que está ocupando lugar. Mas há um paradoxo no interior dessa imersão da classe média nas estruturas do Estado. Esse paradoxo é dado pelo alargamento do sistema educacional. Se hoje as classes populares estão contempladas de forma inédita no sistema educacional, o capital que o conhecimento da classe média representava foi fortemente desvalorizado.

Uma das conseqüências disso é, segundo Apple, que o capital dessa classe é reduzido aos sistemas de avaliação que o poder hegemônico impõe. "Hoje, o que se move em sala de aula tem de ser avaliado, medido". Essa é uma faceta do quanto o capital social da classe média está valendo menos. Por mais que se trate de uma questão parcial, o professor salientou que essa classe tende a manter, a conservar, nela, seus descendentes. E então, tende, como, inclusive, professores das redes do sistema de ensino, a perpetuar a uniformização e o controle indiscriminado a que estão se submetendo, à medida que perdem capital.

Significantes escorregadios: capitalismo na economia e comunismo na cultura

Qual a faceta mais comum desses grupos? Para Apple, o que unifica esses grupos é que eles gostam de coisas simples. Acreditam na racionalidade da economia, recusando, portanto, a necessidade da crítica social. Segundo eles, então, a democracia se trata do empoderamento de consumidores. E como fazem valer suas crenças simples? Tomando para si os significantes da crítica, para dominá-los. Isso implica tomar a democracia não como um conceito político, mas econômico. "Para eles, o mundo é um grande supermercado. Essa é uma metáfora real, assim como é real que a maioria das pessoas não pode comprar nesse grande supermercado. Elas podem, na verdade, consumir as imagens desse supermercado". A classe média, que ainda pode consumir mais que imagens, usa esse consumo também para segregar. E assim reproduz uma cultura fascista, sustenta Apple, segundo a qual o conhecimento não é real, não é "de tudo", não é do funcionamento das coisas. A força dessas idéias simples aparece na atual política educacional do governo Bush. "Temos um novo currículo nacional na minha nação, que diz que todos éramos iguais no passado. Temos o capitalismo na nossa economia e o comunismo na nossa cultura. Como se sabe, na realidade, os índios, que vieram da Sibéria, só sofreram porque foram congelados e nós, que somos muito solidários, distribuímos cobertores quando eles pegaram sarampo", ironizou Apple. E questionou: "De quem é esse currículo? De quem é esse passado?"

A esperança nos professores do mundo

"Nos EUA reclamamos que não há fundos para a educação. A maior nação não tem isso. Nesta cidade também não tem isso." Mas, observou: "nós estamos na cidade da escola cidadã, do Orçamento Participativo. Então, vocês podem ensinar ao mundo como interromper o neoliberalismo. E eu gostaria de agradecer-lhes por vocês serem os professores do mundo". E, concluiu sua fala com uma simples recomendação: organizar-se coletivamente, não ficar sozinhos, não sucumbir à desagregação das "pacificações" do consumo imagético para, de maneira clara e tão simples como o faz a direita, dizer "não".

Michael Apple é autor dos seguintes livros: Ideologia e Currículo (Brasiliense); Educação e Poder; Trabalho Docente e Textos (Artes Médicas); Conhecimento Oficial (Vozes); Política Cultural e Educação (Cortez) e, também, Educando à Direita.

*. Especial para a Agência Carta Maior

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CTB se mobiliza nos estados para 7ª Marcha das Centrais e dos Movimentos Sociais

A CTB já está mobilizada para participar da 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentosa Sociais, no próximo dia 06 de março, em Brasília.

Organizada pela CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT, a marcha, que conta com apoio dos movimentos sociais e estudantil,  promete reunir dezenas de milhares de trabalhadores da cidade e do campo, na Esplanada dos MInistérios, com o propósito de entregar uma pauta de reivindicações ao governo federal, baseada na Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).
A intenção dos sindicalistas é entregar essa pauta diretamente à presidenta Dilma Rousseff. Os representantes das centrais entendem que a data é pertinente, pelo fato de coincidir com as semanas iniciais dos trabalhos da Câmara Federal em 2013. Além disso, entre os dias 4 e 8 de março a cidade de Brasília também abrigará o 11º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade que poderá contribuir de maneira determinante para o sucesso da marcha.
Representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), da União da Juventude Socialista (UJS) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) estiveram nesta terça-feira (5) na sede da CTB, em São Paulo, para ratificar sua participação na atividade. Por telefone, o presidente da Juventude Socialista Brasileira (JSB), Bruno da Mata, também confirmou a presença da entidade na Marcha.

Mobilização

As  estaduais da CTB estão empenhadas na mobilização e organização de grandes caravanas, que devem sair de todas as regiões do país. Segundo Wagner Gomes, presidente da CTB Nacional, a expectativa é de garantir a participação de trabalhadores das mais variadas categorias para reforçar a pauta da classe trabalhadora, com destaque para a luta em defesa do fim do fator previdenciário.
“Nós vamos participar da marcha com força total. Estamos organizando uma grande caravana composta por trabalhadores de diversas categorias de várias regiões do estado”, afirmou Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP.
A CTB Bahia realizou no dia 29 de janeiro, no auditório do Sindicato dos Bancários, uma plenária para organizar sua participacão na Marcha. A expectativa é participar com cerca de 300 pessoas. A convocação nas bases já começou e será intensificada após o Carnaval, tendo em vista  uma nova reunião agendada para 22 de fevereiro. A CTB-BA, inclusive, já lançou um jornal, que orienta os trabalhadores para a atividade.
No RS, a CTB está empenhada em mobilizar sindicatos  da cidade e do interior. A expectativa é levar centenas de trabalhadores a Brasília.
Wagner Gomes, presidente da CTB Nacional, disse que a Central já preparou suas bandeiras, faixas, cartazes, camisetas e adesivos para garantir visibilidade para a principal reivindicação dos trabalhadores.  “A 7ª Marcha será um momento importante para a classe trabalhadora. Por isso a necessidade de um maior empenho dos sindicalistas classistas para garantir uma ampla mobilização, capaz de sensibilizar os deputados para a importância da derrubada do fator previdenciário e para a pauta da classe trabalhadora, que tanto contribuí para a construção desse país, conclui o presidente da CTB.

Portal CTB
Acesse o jornal.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Classistas vencem a eleição do Sintect-RJ

Mais uma vez venceu a unidade dos trabalhadores. Uma vitória classista, conquistada com muita luta, na defesa de um sindicato independente. Na manhã desta sexta-feira (1º) terminou a apuração da eleição do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ). A categoria manteve na direção da entidade a chapa da CTB, que recebeu 1.504 votos.
A eleição ocorreu nos dias 29, 30 e 31 de janeiro, por todo o estado do Rio de Janeiro. O pleito foi marcado pela apresentação de dois projetos distintos. A chapa da CTB – Responsabilidade, Independência e Conquistas – manteve firme sua posição em defesa de um sindicato independente da empresa e do governo. Do outro lado, a chapa cutista, que recebeu 1.279 votos, foi criada com o apoio da direção regional dos Correios.
Durante o processo, houve denúncias de que a chapa cutista recebeu o apoio de diversos gestores para fazer a campanha dentro das unidades. Entretanto, essa relação promíscua com os patrões foi rechaçada pela categoria, que definiu pela continuidade de uma entidade independente, que lute sempre ao lado dos trabalhadores.
Para o Sindicato, essa foi uma resposta à altura daqueles que queriam a entidade a serviço dos patrões e que não fizesse a luta dos trabalhadores.  Foi sem dúvida uma vitória classista e de unidade dos ecetistas. O Sindicato continua na sua batalha por melhores condições de trabalho e salário digno para todos.
Resultado:
Chapa 1 (CTB) - 1.504 votos
Chapa 2 (CUT) - 1.279 votos
Chapa 3 (Conlutas) - 934 votos
Chapa 4 (MRL) - 777 votos
Total - 4.494 votos

Fonte: Sintect-RJ

http://portalctb.org.br/site/pelos-estados/18737-classistas-vencem-a-chapa-dos-patroes-na-eleicao-do-sintect-rj

Fórum Social Mundial Temático 2013

Após seis dias de palestras, seminários, reuniões e exposições, o Fórum Social Mundial Temático 2013 foi encerrado na manhã desta quinta-feira (31), na Usina do Gasômetro. Estiveram presentes representantes sindicais, entre eles a Secretária de Formação da CTB-RS, Eremi Melo, o presidente do Instituto Amigos do Fórum, Lélio Falcão, e o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo Argollo.
Inicialmente foi feito um breve agradecimento a todas as entidades e movimentos sociais que contribuíram na organização e execução das atividades do FSM, onde se reuniram pessoas de todas as raças, credos, gêneros, idades e interesses a fim de trocar experiências e opiniões de maneira harmoniosa.
Durante a cerimônia de encerramento foi lida a Carta do Fórum Social Mundial Temático de Porto Alegre, que sintetiza o trabalho e as perspectivas de todos os mundos que se unem para que o Fórum aconteça: do trabalho, do voluntariado, da saúde, da igualdade racial, da juventude, da ética, dos índios e das mulheres, entre os tantos que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária.
“Se pensarmos que há 80 anos nós não tínhamos direito ao voto e hoje temos uma presidenta no Brasil, ainda assim precisamos avançar muito mais nos espaços de poder, tanto na Câmara Federal quanto nas Estaduais. Além disso, é importante lembrar que a luta pela emancipação das mulheres deve ser também dos homens.”, afirmou Silvana Conti, da União Brasileira de Mulheres.
A secretária de Formação da CTB-RS, Eremi Melo, representou o mundo do trabalho. “Concluímos mais uma etapa. Conseguimos fazer bons debates. As centrais sindicais têm demonstrado cada vez mais a sua unidade para a classe trabalhadora. Realizamos no dia 29 de janeiro uma atividade sobre o mundo do trabalho em que foi feito o possível para se abordar o assunto, apesar da tragédia que havia acontecido dois dias antes em Santa Maria.”, comentou a secretária.
A Secretária de Formação da CTB-RS, Eremi Melo, fez a leitura de parte do documento final do Fórum.Aline VargasA Secretária de Formação da CTB-RS, Eremi Melo, fez a leitura de parte do documento final do Fórum.
Na última terça-feira (29/1), representantes da CTB, CGTB, Força Sindical, Nova Central e UGT redigiram um manifesto que foi incorporado ao documento final do FSM. “As centrais sindicais que participam do FSM de Porto Alegre defendem e querem participar da construção e da execução de um projeto nacional de desenvolvimento com cidadania e valorização do trabalho. As centrais sindicais de forma unificada convocam os trabalhadores e as trabalhadoras, em geral, para participarem da Marcha em Brasília, marcada para o dia 6 de março de 2013, ocasião em que será entregue ao Governo Federal documento da classe trabalhadora que contempla os seguintes eixos: crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno, valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social, Estado como promotor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental, democracia com efetiva participação popular, soberania e integração internacional, direitos sindicais e negociação coletiva.”, finalizou a Secretária de Formação da CTB-RS.

Leia abaixo a Carta na íntegra:

CARTA DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL TEMÁTICO DE PORTO ALEGRE – BRASIL, AO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DE TUNIS - TUNISIA

Os Movimentos Sociais e o Comitê Organizador do Fórum Social Mundial Temático Porto Alegre 2013 – “Democracia, Cidades, Desenvolvimento Sustentável e Trabalho Decente”, reunidos na manhã de hoje, 31 de janeiro, no Mezanino da Usina do Gasômetro, centro histórico dos Fóruns Sociais Mundiais desde 2001, aprova o que segue:
Aldeia da Paz
COEPEDE (Jorge Amado)
Urgência na aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência. As cidades sustentáveis devem ter acessibilidade universal. As mudanças de Governo não podem impedir avanços de políticas estabelecidas, tampouco desvalorizar militantes, que historicamente estão na luta por direitos, em decorrência de suas opções partidárias. Necessidade de criação de uma aliança de diferentes entidades e conselhos e buscar posturas articuladas em defesa de direitos, a partir de um discurso e uma prática afinados politicamente.
Mundo do Orçamento Participativo (Seixas)
Mundo da Água (Sergio Musskopf – FDDR-ALRS)
A água é um bem imprescindível à vida e como tal não pode haver qualquer impedimento ou restrição aos seus múltiplos uso. Os cuidados com a água em todas as suas formas são obrigações dos governos, integrados com ações da sociedade.
Mundo Ambiental (Carmem Nogueira - OAB)
Nosso mundo depende da mudança de hábitos e ações, direcionadas ao bem estar dos cidadãos, isso é viver pensando no presente e futuro. Modificar hábitos é difícil, todavia, temos que sensibilizar para que haja transformação e possamos ser mais felizes.
O desafio ambiental hoje sem dúvida é comprometer o cidadão, fazendo com que ocupe o seu espaço e seja responsável por aquilo que está comprometido, através do conhecimento e da informação.
A educação é uma forma efetiva de levar a sociedade a desfrutar de um mundo melhor, dando-lhe oportunidade de repensar a relação com valores inócuos que nos distanciam da felicidade e da paz.
A legislação está posta, devemos tornar cada cidadão um observador que conhece e fiscaliza as ações que compõem nosso cenário atual, exigindo das políticas públicas um resultado sustentável e que acompanhe as exigências da agenda local e global.
Mundo da Ética (Ivan Feloniuk – Pro-Diversitas)
Um novo mundo só é possível a partir do estabelecimento de uma nova ética, que inverta o atual pensamento individualista e calcado no lucro como deus da modernidade para uma ética que leve ao pensar no outro e nas relações sociais e busque uma forma de viver baseada no respeito ao ser e a natureza.
Mundo da Juventude (Jefferson – FS; Bem-Hur – UEE))
Os jovens reunidos no Acampamento Intercontinental da Juventude, numa vivencia de diferentes culturas, aponta a possibilidade de um mundo mais justo, ético, inclusivo e com oportunidades aos jovens.
Mundo dos Animais (Paulo Holz - ASSENAR)
Cada vez mais a consciência ambiental nos coloca que todos os habitantes do Planeta são fundamentais, neste caso alem dos humanos os animais domesticados ou não. Esta percepção é de fundamental importância na relação holística do novo mundo possível.
Mundo do Trabalho (Todas as centrais citadas)
O Mundo do Trabalho, Grupo Temático do FSM (Temático) POA, coordenado pelas Centrais Sindicais (CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT) e DIEESE, reunidas em Assembléia Geral no dia 29 de Janeiro 2013 reafirmam a Agenda da Classe Trabalhadora aprovada na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), cujo documento contempla e unifica as diversas propostas políticas e econômicas que os trabalhadores e trabalhadoras querem ver implementadas nos próximos anos. As Centrais Sindicais participantes do FSM (Temático) Porto Alegre defendem e querem participar da construção e da execução de um projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho.
As Centrais Sindicais, de forma unificada, convocam os trabalhadores e as trabalhadoras em geral para a grande Marcha sobre Brasília, marcada para o dia 06 de março de 2013, ocasião em que será entregue, ao Governo Federal, o documento unificado da classe trabalhadora que contempla os seguinte eixos:
1. Crescimento com Distribuição de Renda e Fortalecimento do Mercado Interno;
2. Valorização do Trabalho Decente com Igualdade e Inclusão Social;
3. Estado como Promotor do Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental;
4. Democracia com Efetiva Participação Popular;
5. Soberania e Integração Internacional;
6. Direitos Sindicais e Negociação Coletiva.
Mundo dos Esportes (Ivana Groff – SEL)
O esporte é uma atividade necessária para todos, sendo fator de integração e inserção social, geradora de emprego e renda; fator de saúde e cultura e muitos outros, sendo portando um tema que merece cada vez mais o debate sobre o “mundo possível, desejável, necessário.”
Mundo Mineral (Lélio Falcão – COOTRAMAR)
Desde os primórdios, a atividade mineral é fator de civilização, iniciando no Período da “pedra lascada” e chegando aos novos minerais. Construção Civil, Indústria, Energia e Água (quando subterrânea) estão neste “mundo” e, com tecnologias, cuidados ambientais e planejamento adequado são fundamentais na construção do mundo socialmente justo.
Mundo da Igualdade Racial (Silvia/Antonio)
Mundo da Economia Solidária (Sergio – SAERGS)
Acreditamos na importância da defesa da preservação do conhecimento e a difusão das técnicas tradicionais de transformação da matéria prima em produtos artesanais, com o objetivo de garantir o desenvolvimento sustentável para milhares de famílias como uma forma alternativa de vida digna com compromisso social. Nosso desafio é afirmar a economia solidária com democracia econômica para 2014 em Porto Alegre.
Mundo da Comunicação (Jane Argollo – La Integracion)
Com os atuais recursos tecnológicos, podemos disseminar informações de forma quase instantânea para o mundo interligado. O Fórum defende o acesso aos meios de comunicação como um dos direitos fundamentais dos Seres Humanos, pois este é um fator cada vez mais forte de empoderamento político, econômico e social.
Mundo da Criança (Érica - Cataventus)
O Forinho tem sido importante local de encontro de educadores, escritores e outras pessoas que atuam com crianças, com dezenas de atividades que atuam em paralelo com os debates políticos, culturais e outros. È a contribuição destes voluntários para que no futuro, os novos líderes tenham a melhor formação possível.
Mundo da Cultura (Tais)
Centrada nos eventos musicais, mas integrando pintura, escultura, dança e outras manifestações culturais, remetem para um mundo socialmente mais inclusivo, onde todas as expressões humanas sejam reconhecidas.
Mundo da Saúde (Jussara / Débora)
No Brasil ousamos construir, depois de muita luta e intensos debates, um dos sistemas públicos de saúde mais avançados do mundo. O Sistema Único da Saúde (SUS) é referência internacional quando se trata de discutir como o Estado pode atuar neste campo. Neste contexto, o Movimento Saúde +10 lançou o desafio de coletar hum milhão e quinhentas mil assinaturas em todo o Brasil para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde. Vamos juntos pelo fortalecimento da saúde pública brasileira.
Mundo da Mulher (Jussara Cony - Vereadora)
"Por um Mundo de Igualdade e Paz onde a emancipação das Mulheres seja considerada estruturante para o Projeto Nacional de Desenvolvimento com Sustentabilidade Ambiental. Defesa de todas as Reformas Democráticas, com destaque à Educação (com destinação de 10% do Pre-Sal) e a Politica, com financiamento público e lista pré-ordenada. Um Outro Mundo é Possível com a Emancipação das Mulheres"
Mundo Parlamentar (Jussara Cony - Vereadora)
"Concretizar, nos Legislativos Municipais, o PROMETA (Plano de Metas), incluindo-o no rol das competências do Poder Executivo Municipal e determinando que as Leis Orçamentárias incorporem prioridades e indicadores de desempenho e metas quantitativas e qualitativas. Articular amplas forças políticas para a aprovação do PL 52/2011, que tramita na Câmara Federal e que determina que a União, os /estados e os Municípios construam seus Planos de Metas."
Mundo dos Voluntários (Ronaldo - VPOA)
“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser”(Cecília Meirelles). É o mundo que os voluntários de Porto Alegre desejam para que haja um outro mundo possível
Mundo da Agricultura Familiar (Alexandre Seifler – FETAG))
A Agricultura Familiar é fundamental para a sustentabilidade do planeta pelas várias funções que desempenha. A segurança e soberania alimentar é a primeira delas. No Brasil, a Agricultura Familiar é responsável pela produção de 70% dos alimentos(SAF/MDA), garantindo a diversidade e qualidade alimentar e nutricional da população. Outros aspectos são a preservação ambiental, as relações sociais, a ocupação territorial, manutenção cultural e paisagística e outras tantas razões que compreendem a sua multifuncionalidade. Ao longo das últimas décadas a população rural tem diminuído significativamente causando vários problemas no campo e na cidade, colocando em risco a qualidade de vida e sustentabilidade das populações. Sendo assim, é urgente que o mundo olhe com mais atenção para este segmento, reconhecendo e valorizando as pessoas que vivem e trabalham neste espaço. É importante criarmos politicas públicas e estratégias que permitam a permanência das famílias no campo com qualidade de vida, garantindo desta forma um desenvolvimento rural sustentável e solidário das comunidades.
Mundo Jurídico (Felipe Busnello – OAB)
A Justiça é um bem de imensa importância para a sociedade. Para que ela continue a existir, é importante que o debate a seu respeito sempre exista, e que ele envolva toda a população. Pela participação no Fórum, inclusive com a possível criação de um Mundo especificamente ocupado deste assunto, a OAB busca cumprir seu papel institucional primário, de preservar a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos e a justiça social."
Levamos ao Fórum Social Mundial, em Túnis, Tunisia, neste março de 2013 as algumas das conclusões a que os diversos segmentos sociais se debruçaram, como apoio aos debates, lembrando sempre a finitude da vida, que marcou nosso FSM Temático Porto Alegre com a morte de mais de duas centenas de jovens em incêndio de cidade próxima, a quem dedicamos todos os nossos esforços.
Por fim, convidamos a todos os cidad@os do mundo, em janeiro de 2014, a voltarem a Porto Alegre, quando estaremos realizando o Fórum Social Mundial Temático e solicitamos a inclusão do nome de Porto Alegre como sede do Fórum Social Mundial em 2015, dez anos após a última atividade realmente mundial, ocorrida em janeiro de 2005.

Porto Alegre, 31 de janeiro de 2013.