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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Contee divulga novo material para ampliar a mobilização pela aprovação do PNE

A mobilização pela aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE) tal qual reivindicado pela sociedade da Conae 2010 precisa continuar ativa, principalmente agora, com o começo da sessão legislativa de 2013 no Senado Federal. Por isso, a Contee segue firme na promoção de ações junto aos parlamentares, às entidades filiadas e aos movimentos sociais e sindicais, a fim de que o PNE a ser votado no Congresso represente de fato a garantia de educação púbica, gratuita e de qualidade socialmente referenciada.
Nesse sentido, a primeira medida adotada pela Contee nessa retomada dos trabalhos legislativos em Brasília é a divulgação de um novo folder, dentro da campanha “Agora é a vez do Senado: 10% do PIB para a educação – PNE já!”. O material é mais uma vez endereçado aos senadores e senadoras, mas também a toda a sociedade, como um alerta para que as mudanças que venham a ser aprovadas no texto votado no ano passado pela Câmara não acarretem, de forma alguma, recuos e perdas no que foi definido da Conae 2010 e defendido pela sociedade, representada pelas entidades dos movimentos sindicais e sociais.
“Um dos pontos fundamentais do novo PNE é a destinação de recursos vinculados ao percentual do PIB para investimento na educação. A luta pelos 10% do PIB coloca-se, portanto, como ponto essencial nesse debate. Mas esse investimento deve ser feito em educação pública, como foi aprovado pela Câmara dos Deputados, sem retrocessos que beneficiem o setor privatista, e não a educação”, reafirma o novo documento elaborado pela Contee.
“A questão do investimento é fundamental, pois não há como promover o salto de qualidade para a educação alcançar novos e qualificados patamares sem que seja estabelecido um grande pacto nacional, envolvendo todos os entes federados, União, Estados e Municípios, em defesa da educação e do desenvolvimento nacional.” É por isso que, como reitera a Contee, “o Senado Federal brasileiro tem, neste momento, a oportunidade histórica de contribuir de maneira inequívoca em benefício do Brasil e de seu povo”, bastando manter as conquistas garantidas pela Câmara e avançando nos pontos que não foram contemplados, mas que contribuem para melhorar o PNE.
Entre eles, a Contee vai intensificar a defesa junto aos senadores para que sejam incluídos no texto o Sistema Nacional de Educação e a regulamentação da educação privada com exigências legais idênticas às feitas para a educação púbica. Emendas nesse sentido inclusive já foram apresentadas aos senadores pelas secretarias de Assuntos Educacionais e de Assuntos Institucionais da Contee em dezembro passado e serão analisadas na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
A coordenadora da Secretaria de Comunicação Social da Contee, Cristina de Castro, ressalta a importância de que esse material de mobilização seja compartilhado por todas as entidades filiadas, de modo a pressionar os parlamentares a aprovar o PNE da forma necessária à educação brasileira.
“A Secretaria de Assuntos Educacionais já tem feito um esforço intenso para envolver os sindicatos e federações nesta discussão. É muito importante o envolvimento das entidades, no sentido de procurar os senadores de seus estados e apresentar as propostas da Contee e de toda a base”, enfatiza Cristina.
“A mobilização deverá ser feita por cada sindicato, em suas bases, fortalecendo assim, a ação também feita em Brasilia. O esforço de agendar com os Senadores e envolver a categoria nesse sentido também é fundamental. Assim, elaboramos uma proposta de e-mail a ser enviado aos senadores.”
A Contee também está disponibilizando às entidades filiadas a relação dos e-mails dos senadores de cada estado, a fim de que a carta seja compartilhada com todos os associados e enviada aos parlamentares de cada estado pelo maior número possível de trabalhadores e trabalhadoras. O documento também deve ser compartilhado nas redes sociais.
Segundo Cristina, “a ideia é que cada entidade estimule a categoria a cobrar o compromisso necessário com a educação e com as questões especificas dos trabalhadores em educação do setor privado”.

Da redação

http://contee.org.br/contee/index.php/31/01/2013/contee-divulga-novo-material-para-ampliar-a-mobilizacao-pela-aprovacao-do-pne/

sábado, 26 de janeiro de 2013

Servidores Públicos Federais protocolam pauta da Campanha Salarial 2013

Dando início à Campanha Unificada 2013, representantes dos trabalhadores do serviço público protocolaram na última terça-feira (22) a pauta de reivindicações do funcionalismo federal. O documento foi entregue no Ministério do Planejamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), na Casa Civil da Presidência da República, no Senado e na Câmara dos Deputados.

Entre os eixos da pauta estão a definição da Data-Base em 1º de Maio; uma política permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações; o cumprimento por parte do Governo dos acordos e protocolo de intenções firmados; o combate a qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores; a retirada dos PL´s, MP´s, Decretos contrários aos interesses dos servidores públicos, supressão do Artigo 78 da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define o prazo até 31/08 para encaminhar projetos de lei que reestrutura carreira e concede qualquer tipo de reajuste aos trabalhadores; e paridade entre ativos, aposentados e pensionistas.

Presente na atividades, João Paulo Ribeiro (JP), membro da secretaria do Trabalhador Público e Serviço Público da CTB e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra), reforçou a disposição de luta da categoria. "O objetivo é avançar. Vamos retomar a luta, porque a conquista da última campanha ficou aquém do esperado, apesar de termos realizado uma das maiores greves da categoria", destaca João Paulo.

As entidades que compoem o Fórum Nacional em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos já definiram o calendário de atividades para o início de 2013. O Fórum reúne 28 entidades e 3 centrais sindicais, entre elas a CTB.

O lançamento oficial da Campanha ocorrerá no dia 20 de fevereiro, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). No dia seguinte, representantes das três esferas do serviço público se unem para um seminário no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. E no dia 27, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, integrantes do fórum vão promover seminário sobre negociação coletiva.

Confira o calendário de ações para o início de 2013

Fórum das Entidades Nacionais dos SPF:
• 22/01/2013: Protocolo dos "Eixos da Campanha Unificada dos SPF", no MPOG; Esplanada dos Ministérios.
• 27/01/2013: Seminário sobre Negociação Coletiva, Direito de greve, e Acordo Coletivo Especial. Porto Alegre-RS, no Fórum Social Mundial.
• 20/02/2013: Lançamento oficial da Campanha Unificada dos SPF; às 9 horas, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.
• 21/02/2013: Seminário das 03 (três) "esferas do serviço público", no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal.

Espaço Unidade de Ação
• 22/01/2013: Reunião para definir atividades da Jornada de Lutas 2013
• 17 de abril de 2013: Grande Marcha a Brasília.

Cinthia Ribas - Portal CTB

http://portalctb.org.br/site/servipco-mainmenu-198/18690-servidores-publicos-federais-protocolam-pauta-da-campanha-salarial-2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Professor de História e escritor Rubim Aquino morre aos 83 anos

Parentes, amigos e ex-alunos do professor e escritor Rubim Santos Leão de Aquino prestaram homenagens ao mestre, em velório no Memorial do Carmo, no Caju, na tarde do dia 17 de janeiro de 2013. Muito conhecido na educação por seus livros de história, ele morreu no dia 16, aos 83 anos. O Prof. Aquino fez carreira em escolas como o CEAT, Franco-Brasileiro e Colégio São Vicente.
A CTB Educação, através de um de seus membros, Márcio Franco, encaminhou carta ao Presidente do Sinpro-Rio, Prof. Wanderley Quedo, propondo homenagem ao querido Prof. Aquino por ocasião da realização do próximo Congresso do Sinpro-Rio. “Propomos que o próximo congresso do Sinpro-Rio se chame “Congresso Professor Rubim Aquino”, afirmou.
Aguardamos uma resposta da diretoria do Sinpro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Centrais se reúnem nesta 4ª feira (23.01) para discutir mobilizações de 2013

Representantes das cinco centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal irão se reunir nesta quarta-feira, em São Paulo, para discutir a agenda de mobilizações da classe trabalhadora para 2013. A CTB estará presente, junto a sindicalistas da CUT, FS, UGT e NCST.

No final do ano passado, centrais sinalizaram que 2013 será um ano marcado por intensa luta

Ao consolidarem a estratégia da unidade de ação, as centrais reafirmam seu objetivo de reivindicar mudanças na política macroeconômica do governo e reforçar a defesa em torno da pauta trabalhadora, com destaque para o fim do fator previdenciário.

Em reunião realizada no último dia 17 de dezembro, os representantes das centrais sinalizaram que será organizada no dia 6 de março uma grande marcha a Brasília, com uma caminhada até o Palácio do Planalto para a entrega de um documento com as principais reivindicações dos trabalhadores. “O governo precisa aprofundar as mudanças que se propôs a fazer. Daí a importância dessa mobilização e da manutenção da unidade do movimento sindical. Porque se não tiver pressão dos trabalhadores não conseguiremos avançar nessa discussão, afirmou na ocasião o presidente da CTB, Wagner Gomes.

A reunião na tarde desta quarta-feira será realizada na sede nacional da CUT. A cobertura e os resultados do encontro poderão ser acompanhados pelo Portal CTB.

Portal CTB


Desemprego entre jovens faz crescer risco de "geração perdida", alerta OIT

Estima-se que 73,8 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estão sem trabalho

O aumento do número de jovens desempregados no mundo tem elevado os riscos do surgimento de uma "geração perdida", com milhares de recém-formados fora do mercado de trabalho e descrentes sobre seu futuro, apontou, na última segunda-feira (21), um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

De acordo com a mais recente edição do estudo "Tendências Mundiais de Emprego", a proporção de jovens desempregados no mundo aumentou para 12,6% em 2012, e deve crescer ainda mais pelos próximos anos, podendo chegar a 12,9% em 2017.

Baixa qualificação faz desemprego mundial subir

A pesquisa estima que 73,8 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos no mundo estão sem trabalho, de um total geral de 197 milhões, e que a frágil recuperação da atividade econômica pode elevar em 500 mil o número de desempregados nessa faixa etária já em 2014.

Veja sonhos de consumo de quem ganha pouco

O relatório revela que, nos últimos anos, em parte devido à crise financeira, muitos jovens recém-formados não conseguem encontrar emprego, permanecendo fora do mercado de trabalho formal durante muito tempo, o que pode não só prejudicar as suas perspectivas de carreira, como, a longo prazo, também o próprio crescimento da economia mundial.

Segundo o estudo da OIT, tal situação extrema nunca foi observada em crises financeiras anteriores.

A título de exemplo, atualmente, 35% de todos os jovens desempregados nas economias avançadas estão desempregados por seis meses ou mais tempo, ante a 28,5% em 2007, destaca a pesquisa.

Como resultado, um número cada vez maior de pessoas entre 15 e 24 anos"'tem perdido as esperanças em encontrar um emprego e desistido do mercado de trabalho".

Entre os países europeus, o problema é ainda maior, com 12,7% de todos os jovens do continente sem emprego e sem estar estudando ou fazendo cursos de treinamento, uma taxa dois pontos percentuais maior do que no período pré-crise.

Esses longos períodos de desemprego e desânimo no início da carreira de uma pessoa podem prejudicar as suas perspectivas de longo prazo, uma vez que suas habilidades profissionais e sociais, além da experiência prática, não são construídas.

O estudo sinaliza que, desde 2007, quando a crise financeira mundial ainda não havia eclodido, o número de pessoas entre 15 e 24 anos sem trabalho aumentou em 3,4 milhões.
A OIT acrescenta que tal aumento no contingente de jovens desempregados também foi acompanhado pela saída de milhares deles do mercado de trabalho formal.

Na prática, segundo o órgão, no ano passado, foram contratados 22,9 milhões de pessoas a menos nesta faixa etária do que em igual período de 2007.

Mundo

A OIT também analisou um panorama das tendências de emprego globalmente. As perspectivas da entidade, entretanto, não são positivas.

O relatório indica que o desemprego em 2012 voltou a subir depois de dois anos de queda e poderá aumentar ainda mais neste ano.

Segundo a pesquisa, aproximadamente 25% do aumento do número de pessoas sem trabalho veio dos países ricos, enquanto o restante foi dividido em economias em desenvolvimento, no leste e no sul da Ásia e na África subsaariana.

"Um panorama econômico incerto, e a falta de uma política adequada para solucioná-lo, enfraqueceu a demanda agregada, freando o investimento e o emprego", afirmou por meio de um comunicado o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Isso prolongou a queda do mercado de trabalho em muitos países, reduzindo a criação de empregos e aumentando a duração do desemprego em alguns países que previamente haviam reduzido o desemprego e os mercados de trabalho dinâmicos.

Por outro lado, o relatório também destaca que o contingente de trabalhadores com rendimento de classe média vem aumentando, especialmente em locais como a América Latina, o que pode servir de estímulo para a retomada da economia global.

Mas apesar de elogiar o desempenho da região, o estudo assinala que a produtividade do trabalhador, ainda que tenha aumentado, deve cair nos próximos anos, constituindo uma das maiores barreiras para uma melhora na qualidade de vida e nas condições de trabalho.

Respostas coordenadas

Ryder sugeriu que os países busquem "respostas coordenadas" à crise como estratégia para ampliar o número de empregos e reduzir o índice de pessoas fora do mercado de trabalho.

— A natureza global da crise mostra que os países sozinhos não podem resolver seu impacto apenas com medidas domésticas. A incerteza, que afasta investimentos e a criação de empregos, não cessará se os países apresentarem soluções conflitantes.

r7 22.01.2013


domingo, 20 de janeiro de 2013

Professores farão greve nacional em abril

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que agrega 44 entidades de todo o país, realizará uma greve entre os dias 23 e 25 de abril, durante a Semana Nacional de Educação.

O encontro e a paralisação têm como objetivo defender a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública e discutir uma alteração na Medida Provisória (MP) 592, para que os royalties do petróleo sejam destinados para o setor.

Frente à pressão de diversos movimentos sociais e educacionais, o Plano Nacional de Educação (PNE) - que prevê a aplicação em até dez anos de 10% do PIB na área da educação - foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no dia 16 de outubro do ano passado e encaminhado para votação no Senado. Se aprovado pelos senadores sem alterações, o texto vai para sanção presidencial. Atualmente, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB no setor por ano.

O texto do PNE diz que serão utilizados 50% dos recursos do pré-sal, incluídos os royalties, diretamente em educação. Hoje, os recursos que vão para a área não chegam a 20%. A CNTE, no entanto, exige que o total dos royalties do pré-sal sejam destinados apenas à educação.

Fonte: Brasil de Fato


Para a CNTE, reajuste do piso do professor é insuficiente

O valor piso salarial nacional do magistério da educação básica terá reajuste de 7,97% em 2013. A informação, divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Ministério da Educação (MEC), não agradou a Confederação nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Para a entidade, o reajuste do piso é insuficiente. Além de representar o menor índice dos últimos três anos, o valor não corresponde ao que foi proposto pela CNTE.

A entidade lembra que o MEC se baseia no parecer da Advocacia Geral da União (AGU), com o qual a CNTE não concorda. O parecer leva em conta o percentual do reajuste do custo aluno do Fundeb (Fundo da educação Básica) nos dois anos anteriores ao exercício vigente. A CNTE entende que o artigo 5º da Lei que criou o Piso é muito claro e estabelece que o custo-aluno é prospectivo. Se o custo-aluno está sendo reajustado em 2013 em 23,46%, esse deveria ser o reajuste do Piso.  

Além disso, a CNTE considera que deveria ter havido um reajuste do Piso de 2008 para 2009. O MEC, levando em conta a interpretação do acórdão do STF (Supremo Tribunal Federal ) quando do julgamento da primeira ação de inconstitucionalidade movida pelos governadores, entende que o Piso só passou a vigorar em 2009 e não em 2008. Para a CNTE, é uma interpretação sem lógica, já que a Lei do Piso é de 2008 e passou a vigorar assim que foi sancionada.

“Nossa análise é a seguinte: o Governo, ao anunciar o percentual de reajuste, deve ter mecanismos que banquem esse percentual de reajuste até o final, para não acontecer o que acabou de acontecer", afirma o presidente da CNTE, Roberto Leão.

A grande maioria dos Estados e municípios não cumpre a Lei, que inclui a jornada de trabalho, composta de 1/3 de atividade extra-classe. Praticamente nenhum Estado cumpre a Lei do Piso na íntegra, alguns estão com negociações avançadas com os sindicatos, mas a CNTE lembra que a maioria insiste em desconsiderar esse artigo da Lei.

Da Redação em Brasília
Com informações da CNTE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Contee começa 2013 intensificando a luta em defesa da educação

A sede da Confederação Nacional dos Trbalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) retomou suas atividades no último dia 7 preparada para os desafios que a educação e seus trabalhadores e trabalhadoras vão enfrentar em 2013. Texto publicado no site da entidade destaca as lutas que marcarão o ano. Confira abaixo:
"Só no Congresso Nacional, nossa luta será intensa para garantir a aprovação – dentro das diretrizes apontadas pelos movimentos sociais que defendem o setor – de três matérias fundamentais: o novo Plano Nacional de Educação (PNE), a criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes) e a medida provisória sobre os royalties do petróleo. Além disso, a Contee estará empenhada nas discussões preparatórias municipais, estaduais e regionais da Conae/2014.
No Senado, a Contee continuará o diálogo intenso com os parlamentares a fim de garantir que modificações no texto do PNE votado na Câmara não firam os interesses da sociedade, como a retirada da menção à educação pública da redação da proposta, abrindo brecha para que o investimento de 10% do PIB nacional em educação contemple também o setor privado. Além disso, é imprescindível garantir recursos para viabilizar o PNE e isso só se dará se a MP a ser votada pelo Congresso assegurar de fato a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação pública.
A Contee acompanhará de perto a tramitação das dezenas de emendas apresentadas pelos senadores, tanto para garantir a rejeição de modificações que descaracterizem o plano debatido com a sociedade quanto para cobrar a aprovação de mudanças defendidas pela Confederação e que não haviam sido incluídas pela Câmara. Entre elas estão a instituição do Sistema Nacional de Educação – que deve ser responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, devendo considerar as bases da educação nacional como fundamento para a autorização e avaliação das instituições de ensino públicas e privadas – e a criação de leis específicas regulamentando a oferta de ensino pela iniciativa pública e privada.
Sobre o Insaes, o maior desafio é combater o lobby do setor privado e seu discurso inverídico de que a nova autarquia representa “ingerência do Governo” e “estatização da escola privada”. O que o Insaes significa, na verdade, é maior capacidade de garantia de qualidade, inclusive em instituições que vivem do dinheiro público. Por essa defesa, a Contee já começa o ano se aprofundando na análise do relatório preliminar sobre a matéria e, ainda em janeiro ou, no mais tardar, no início de fevereiro, já tem uma audiência marcada com o relator do projeto na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputado Waldenor Pereira (PT-BA)".
Fonte: Contee

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

NOTA DE REPÚDIO AO GRAVE INCIDENTE OCORRIDO NO NÚCLEO DO SEPE DE NOVA IGUAÇU

A CUT e a CTB vêm a público, por meio desta nota, repudiar o fato ocorrido na sede do núcleo de Nova Iguaçu do SEPE-RJ, no qual a companheira de chapa Elaine Pernambuco, coordenadora geral do núcleo de Nova Iguaçu no triênio 2012-2015, eleita democraticamente pela categoria, pela Chapa 2 – Por um SEPE de vitórias, Oposição, foi agredida moral e fisicamente por diretores do núcleo que representam a chapa 1, na sexta-feira, dia 4 de janeiro, durante seminário da diretoria local. A companheira, além de ouvir impropérios e calúnias da parte de dois diretores da chapa 1, teve o punho direito torcido por uma das diretoras da chapa 1, enquanto outro diretor da mesma chapa segurava-lhe o braço esquerdo, impossibilitando-lhe a defesa.
Além da violência física, a agressão moral sofrida pela companheira Elaine Pernambuco teve caráter difamatório, machista e sexista, pensamentos que não condizem com o histórico de lutas deste sindicato, sempre pautado pela defesa da pluralidade de ideias, pela igualdade racial e de gênero e avesso a todos os preconceitos.
Este quadro, infelizmente, é reflexo da prática de atuação conduzida por alguns integrantes da chapa 1 no núcleo de Nova Iguaçu: intimidatória, com métodos que remetem ao fascismo, diante da nova realidade posta pela última eleição do SEPE, na qual estes perderam a possibilidade de “encastelar-se” na direção do núcleo e conduzi-lo em prol de interesses distantes do conjunto da categoria e da sociedade.
A CUT e a CTB acreditam que as práticas citadas acima contribuem para o crescente descrédito e afastamento da categoria em relação ao SEPE, atestados pelo baixo quórum verificado em boa parte das assembleias – Rede Estadual e Municípios – no ano de 2012, e na redução em cerca de três mil votos do número de votantes nas últimas eleições, em relação ao pleito anterior.
Enfim, defenderemos sempre um sindicato presente nas escolas, afinado com as demandas reais e urgentes da categoria, construindo vitórias na luta coletiva, e não a serviço do aparelhamento político de determinados grupos, mesmo que estes se sintam incomodados.
Ressaltamos nossa solidariedade e apoio à companheira Elaine Pernambuco, e o repúdio àqueles que insistem em manchar a gloriosa história do SEPE.
Exigimos uma retratação pública desses agressores!
Reafirmamos o nosso compromisso com um SEPE ligado ao movimento real e, consequente, capaz de avançar a luta por uma escola de qualidade, libertária, digna e transformadora.

 CUT  E  CTB

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Professores do Paraná anunciam greve para o dia 13 de março

Sem acordo com o Governo Estadual, professores do Paraná ameaçam greve para o dia 13 de março. O atrito começou com o descumprimento, por parte do Estado, de acordos realizados durante todo o ano de 2012, segundo a APP.Um dos principais motivos é a negativa de implementar os 33,3% de hora-atividade estipulados pelo Ministério da Educação.
Segundo Sérgio Marson, presidente do escritório regional de Umuarama do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), a decisão da greve surgiu depois do recuo do governo em implementar os 33,3% de hora-atividade para os professores, a retirada do reconhecimento da graduação para o agente educacional I e especialização para o agente II do projeto de lei que altera o plano de carreira dos funcionários da educação.
“O valor do piso salarial nacional do magistério da educação básica teve reajuste de 7,97% em 2013. Nossa luta também será para implementação desse percentual já em janeiro, como também a reposição da inflação. Por isso e no dia 13 de março as Escolas Estaduais entram em greve”, disse o presidente.
A decisão em se iniciar a greve somente em março tem em conta o processo de distribuição de aulas, que se encerra em fevereiro, mês que os trabalhadores também terão para organizar o movimento nas escolas, após as férias de janeiro.
Para antes de se iniciar a greve, os participantes definiram intensificar o debate nas escolas e na comunidade a fim de se construir um movimento forte e unificado. O início da mobilização será com o Dia da APP na Escola, em 7 de fevereiro, para, com debates, os trabalhadores se envolverem no movimento. Há um indicativo, porém, de que já entre os dias 4 e 6 de fevereiro, durante a Semana Pedagógica, seja feito um debate conjunto por setores ou municípios.
No centro das demandas grevistas, a pauta salarial dos professores incluirá cumprimento da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (que deve ter novo reajuste de em janeiro de 2013).
Reajuste do piso
O Ministério da Educação divulgou o aumento no piso salarial dos professores, o valor passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago, por estados e municípios em fevereiro. A composição do piso leva em conta o custo anual por estudante dos últimos dois anos, calculado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O reajuste do piso em 2013 de 7,97% não segue a tendência de aumento dos últimos dois anos, quando foi registrado 22%, em 2012, e 18%, em 2011. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o reajuste menor é por causa da desaceleração da economia e da queda na arrecadação de receitas.
Portal CTB com agências
14.01.2013 

Para Carlos Lessa, Dilma precisa de coragem para colocar em prática o que fala

A presidenta Dilma Rousseff é desenvolvimentista, mas continua fazendo uma política de estabilização. Ela tem boas ideias, porém "não tem coragem de pô-las em prática". O diagnóstico é de Carlos Lessa, ex-professor de Dilma na Unicamp na disciplina de economia brasileira.
Ex-presidente do BNDES (governo Lula), Lessa, 76, afirma que a desnacionalização explica em parte o baixo crescimento brasileiro. Defende medidas de longo prazo e a ampliação do investimento público.
Ex-reitor da UFRJ, ele dá nota 9 para o discurso da presidente e 6 ou 5 para a sua prática, ataca a privatização no setor de energia e o modelo adotado a partir dos anos 1990, critica o atual modelo de gestão da Petrobras, cobra maiores investimentos públicos e, entre outros pontos, expõe um quadro preocupante em relação à indústria do país.

Leia a seguir, os principais pontos da entrevista, publicada na edição desta segunda-feira (14) da "Folha de S.Paulo":
MODELO BRASILEIRO
A grande pergunta que não é colocada é: para onde nós vamos? Se tivermos mobilização nacional, um entendimento claro de qual é o projeto nacional e coerência dos diversos personagens em relação a isso, a possibilidade de construí-lo aumenta enormemente. Na minha visão, o Brasil continua apostando na ideia da globalização, apesar da crise mundial dessa globalização. Isso significa fazer um tipo de política que está a serviço das diretivas gerais e não das especificidades de cada país.
DESNACIONALIZAÇÃO
A desnacionalização trouxe uma porção de defeitos. O mais elementar é que ela confirma cada vez mais a dependência de suprimentos do exterior e a necessidade de investir voltado para fora. Se se depende de suprimentos do exterior, se depende de exportar frango, açúcar, café, minério de ferro etc. O país fica cada vez mais amarrado à opção de globalização, amarrado para ser um componente da periferia mundial. Os países do centro desenvolvem atividades voltadas para o mercado interno, com tecnologia própria e tecnologia de ponta. Quando há desnacionalização, o país passa a ser apenas um comprador de tecnologia, na melhor das hipóteses.
BAIXO CRESCIMENTO
A desnacionalização explica muitas coisas. E o setor público não investe com clareza para apontar para onde o Brasil irá. Na verdade, o setor público continua prisioneiro do acordo de Washington. Continua usando o modelo de metas da inflação, apesar de os europeus já estarem abandonando esse modelo. O Brasil continua fazendo uma política que prioritariamente é de estabilização, não de desenvolvimento. Mas faz um discurso a favor do desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTISTA
Foi minha aluna, é inteligente, gosto como pessoa. Tem ideias, em princípio, boas. Ela não tem coragem de pô-las em prática. Faz o enunciado, mas não o coloca em prática. Não gosto de dar nota. Mas, em relação às coisas que ela sugere, daria nota 9. Para o que ela faz dou nota 6 ou 5.
Ela diz que é necessário abaixar a taxa de juros. Concordo integralmente. Então é preciso fazer uma política consistente para baixar para valer. Teria que mexer na taxa de juros do BC, na dívida púbica, tornar cada vez mais difícil haver essa corrida em cima dos títulos de divida pública. Tinha que lançar a proposta de imposto de exportação para poder voltar a desvalorizar o câmbio para valer. Elevar o dólar de R$ 2 para R$ 3. É muito? Note que, no Planalto, a borrachinha de apagar e o lápis ambos são chineses.
INVESTIMENTO PÚBLICO
O investimento público sofre limitações terríveis. Eu apostava que a economia do petróleo ia ajudar o Brasil encontrar uma frente de expansão. Não encontrou. Ao contrário, o que vejo é um discurso cada vez mais duvidoso em relação à Petrobras.
PETROBRAS
Vejo a Petrobras vendendo refinarias no exterior, dizendo que está perdendo dinheiro com gasolina, que está perdendo dinheiro com gás de cozinha. Isso faz os empresários brasileiros duvidarem de que a Petrobras toque para frente o seu programa. Aí, se a Petrobras não vai, sou eu, dono da lanchonete da esquina, que vai apostar no crescimento brasileiro? Quem está apostando para valer no crescimento brasileiro? Hoje eu diria: ninguém. Há um ano eu diria que era o pessoal do petróleo com o Pré-Sal. Essa senhora que preside a Petrobras está mostrando uma vulnerabilidade terrível.
ENERGIA
O Brasil há 25 ou 30 anos atrás vinha construindo uma estrutura energética que era a melhor do planeta, que quase não dependia de petróleo, carvão, gás. Era basicamente elétrica e mais de 80% gerada por hidroeletricidade. Veio uma coisa surrealista: foi reduzido espetacularmente o peso da energia elétrica dentro da matriz. Começa com Collor, avança com Fernando Henrique e é absolutamente confirmada nos governos Lula e Dilma. Para mim, é ininteligível. Tínhamos um dos melhores sistemas de eletricidade do planeta e o domínio completo da construção de usinas hidrelétricas e redes. Foi tudo desmantelado.
PRIVATIZAÇÃO
No caso da energia elétrica, [a privatização] é um desastre de proporções colossais. O Brasil tinha um dos mais baixos custos de energia elétrica do planeta. Adotou-se o preço de energia pela energia mais cara que está sendo produzida. No Brasil há uma quantidade enorme de usinas que estão praticamente amortizadas. Seria possível ter uma tarifa elétrica espetacularmente baixa. Fizeram no Brasil uma coisa surrealista. O governo está exaltando que construiu as térmicas e que elas eliminam a vulnerabilidade. Mas as térmicas empurraram para cima de uma maneira espetacular o preço da energia elétrica.
COMPETITIVIDADE
Diversos setores exportadores tradicionais que são eletrointensivos e que tinham vantagem de ter suprimento de energia elétrica baratíssimo perderam vantagem. O Brasil fez com que a indústria perdesse competitividade. Hoje o Brasil depende da termoeletricidade e perdeu a vantagem estratégica de uma matriz energética que era espetacular e não refez nada. Colocou no lugar um consumo crescente de energia elétrica não renovável. Foi um erro do ponto de vista de balanço energético brutal. Um erro estratégico que afeta o futuro brasileiro.
MINÉRIOS
O Brasil é importante supridor de minério de ferro para a China. Mas os chineses não são bobos e vão desenvolver sua própria Vale na África. Por mais algum tempo a Vale irá muito bem, mas a longo prazo ela irá mal enquanto exportadora de minério de ferro. Optamos por ser primário-exportadores, não por ter uma indústria siderúrgica integrada e moderna. Se desaparecer a conexão importante com a China, o Brasil vai ficar num mato sem cachorro.
SOJA
É sucesso, mas não é um sucesso nacional. Quando o café foi um sucesso no Brasil no passado, quem produzia as novas variedades de café era o Instituto Agronômico de Campinas. Agora quem produz é a Monsanto. Quem produzia fertilizantes no Brasil até recentemente eram empresas da Petrobras que foram privatizadas. Parece que agora a Petrobras esta refazendo a sua presença no setor de fertilizantes. Todo o maquinário da indústria é estrangeiro. Os defensivos agrícolas são todos estrangeiros. Todos os grandes exportadores são grupos estrangeiros. O financiamento agora depende do sistema financeiro mundial. O complexo da soja tem de nacional mesmo um pedaço dos proprietários de terra que plantam soja --se bem que os chineses agora estão comprando alucinadamente terra agrícola. E tem o caminhoneiro, o dono do caminhão. O fabricante do caminhão, que é estrangeiro. O complexo soja é um sucesso, porém não é nacional.
SISTEMÃO
Se houver qualquer borogodó no sistema mundial de soja, quem vai pagar um preço maior é a soja brasileira. Porque tem o sistemão que se defende e vai jogar para cima do Brasil as perdas. Ele procura controlar, na medida do possível os suprimentos e os mercados? Para poder jogar nas duas pontas se for necessário. O complexo do café foi, no passado, um complexo nacional. Por isso o país fez uma política defensiva do café durante a crise mundial de 29. Não podemos fazer agora uma política defensiva de soja.
CANA E ÁLCOOL
O quadro é parecido com o da soja. Uma empresa francesa produz clones especializados de cana. A terra da cana também está sendo vendida para estrangeiros. As usinas principais estão saindo de mãos nacionais para mãos estrangeiras. O Brasil ainda tem a ponta da tecnologia que é a Dedini. Vamos ver por quanto tempo ela resiste como empresa nacional. Estamos transferindo as vantagens brasileiras, muita água, terra e muito sol, para controladores estrangeiros. Essa é a opção da globalização.
EMPRESÁRIO NACIONAL
Como se faz uma globalização e, ao mesmo tempo, reserva os segmentos dinâmicos dessa globalização em mãos nacionais? É muito difícil. Quando o empresário nacional é muito robusto e poderoso, pula para fora do Brasil e tenta reproduzir o padrão das múltis bem sucedidas. O empresário tem a visão de empresário. Se tivessem uma visão nacional, estariam discutindo e debatendo um projeto nacional.
CARROS E ENDIVIDAMENTO
O Brasil fez com que a atividade econômica interna dependesse basicamente de vendas financiadas de bens de consumo duráveis, principalmente autos. Houve endividamento em massa das famílias. O endividamento não é necessariamente nem ruim nem bom. Ele pode ser muito virtuoso. Por exemplo, quando ele gera uma resposta empresarial que é ampliar capacidade de produção, quando ao mesmo tempo se gera novos empregos e maior renda familiar. É virtuoso o endividamento que tem como consequência a retomada do investimento macroeconômico, a ampliação da capacidade de produção, de geração de emprego e renda. O endividamento brasileiro cresceu explosivamente durante a última década. O número de autos cresceu 9% ao ano, refletindo o endividamento em massa das famílias em torno do objeto do desejo principal do povão que é o automóvel. Isso teve um efeito ruim. Não elevou a taxa de investimento brasileira, que está inferior a 20% do PIB.
CONSTRUÇÃO CIVIL
Penso que Dilma ela acha muito melhor que as famílias brasileiras se endividem por construção de residências do que por compra de automotores. A indústria da construção civil é altamente virtuosa. Gera emprego, materiais locais, mão de obra local, marcenaria, alvenaria. Além disso, os materiais básicos da indústria são fabricados no Brasil: cimento, produtos cerâmicos, ferro de construção. A família prefere a ideia da casa própria a do automóvel. Prefere se endividar com a casa própria. Isso é sempre virtuoso porque a família para de pagar aluguel. Enquanto que o endividamento com automóvel, do ponto de vista familiar é complicado. O automóvel traz gastos com impostos, combustível, manutenção. E tem a depreciação. Já o imóvel residencial geralmente melhora de valor. Quando a família compra a prazo pagando prestação a casa própria, ela esta capitalizando para o futuro. É extremamente virtuoso o modelo da construção civil. Coisa que a Dilma sabe.
LONGO PRAZO
Precisa haver uma fonte de financiamento pesada para as famílias poderem se endividar e tem que ter investimento público para a infraestrutura. Isso não existe no Brasil porque a prioridade toda é dada ao pagamento da dívida pública.
Para fazer um programa para valer de construção civil é preciso equacionar o financiamento em massa a longo prazo a uma taxa de juros baixa para as famílias. Só tem uma maneira de fazer isso: é lançando mão da poupança institucional que existe no Brasil. É a poupança gerada pela previdência pública oficial. É a previdência toda e todos os outros fundos complementares, como Previ. Essa massa de recursos pode dar sustentabilidade a uma política de longo prazo de ampliação significativa da construção civil.
Outra coisa necessária, já que 80% da população brasileira é urbana, é o investimento público em infraestrutura. Não se pode ampliar muito a construção civil, se não houver aumento no fornecimento de energia elétrica, de água tratada, água recolhida etc.
CÂMBIO
A melhoria do câmbio tem uma característica curiosa e extremamente angustiante. Num país que não tem imposto sobre exportação, se há aumento da taxa de câmbio, há imediatamente reflexo na inflação. O Brasil tem coragem de propor imposto sobre a exportação? Então não consegue fazer uma política de câmbio consistente. O governo deveria ter no seu ferramental tributário a possibilidade de aplicar um imposto de exportação se houvesse a seguinte combinação: preço internacional muito alto de uma commodity brasileira e, ao mesmo tempo, desvalorização cambial.
PRESSÃO SOBRE BANCOS
Ela está correta na tentativa, mas ela só foi a meio caminho. O problema é que quem obedece a Dilma são BB, CEF e BNDES. O resto desobedece. Os bancos praticamente não repassam a queda de juros. O cheque especial é uma armadilha terrível. Itaú, Bradesco e Santander só reduziram um tiquitinho. Ela vai enquadrar Itaú, Bradesco e Santander ou os três enquadram ela? Ela não tem como enfrentá-los.
BNDES
Tudo que o BNDES fizer, em princípio, é bom para o Brasil. Só que tem coisas que o BNDES faz que são maravilhosos e outras que não são tão maravilhosas assim. E tem algumas coisas cuja prioridade é altamente questionável. Por exemplo, o BNDES não deveria apostar tanto em financiar a exportação de automóvel. Se as empresas que estão instaladas no Brasil têm mercado mundial para automóvel, elas deveriam procurar linhas de financiamento fora do Brasil para tocar para frente suas exportações. Mas não pode fazer nada, porque se a indústria principal brasileira hoje é automobilística. Você vai mexer nela?


Entrevista de Eleonora de Lucena, publicado na Folha.com
14/01/2013

sábado, 12 de janeiro de 2013

Polícia desfaz o cerco ao antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro

Policiais cercaram prédio por cerca de 9 horas. Decisão judicial cassou liminar que garantia a permanência dos índios, que desde 2006 ocupam o prédio e fundaram a Aldeia Maracanã

Os policiais militares que estavam nos arredores do antigo Museu do Índio , no Maracanã, na zona norte do Rio, desde a manhã deste sábado (12), desfizeram o cerco ao local. Segundo a PM, a presença dos agentes do Batalhão de Choque visava garantir o cumprimento da decisão judicial que cassou a liminar que garantia a permanência dos índios, que desde 2006 ocupam o prédio e ali fundaram a Aldeia Maracanã.

iG São Paulo | 12/01/2013 20:48:52 - Atualizada às 12/01/2013 20:49:53

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Desemprego e miséria abalam a Europa

Miriam Leitão, Sardenberg e vários outros “urubus” da mídia rentista, que vivem pregando a adoção no Brasil dos dogmas neoliberais, deveriam cobrir com mais atenção os efeitos destrutivos destas medidas na Europa. Das duas uma: ou fariam autocrítica das besteiras que alardeiam ou teriam de confessar que defendem os interesses dos banqueiros e dos ricaços. Um rápido balanço de 2012 evidencia o desastre causado pelo receituário neoliberal na zona do euro. O desemprego disparou e a miséria se espraiou no velho continente.
Em outubro passado, pelo 18º mês consecutivo, a taxa de desemprego voltou a subir e bateu recorde nos países que utilizam a moeda comum. Pulou de 11,6%, em setembro, para 11,7%, segundo dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da região. No mesmo período do ano passado, o bloco tinha desemprego de 10,4%. Em 2008, no início da crise econômica, a zona do euro registrava índice de 7,6%. As medidas de “austeridade” aplicadas pelos governos rentistas da região só agravaram este drama social.
A situação é ainda mais dramática nos “primos pobres” da Europa. Na Espanha, o desemprego atingiu no final do ano passado 26,2% da população economicamente ativa. Já na Grécia ele vitima um quarto da força de trabalho: 25,4%. Em Portugal, a taxa disparou de 13,7%, em 2011, para 16,3%, em 2012. Na Irlanda, o desemprego alcançou 14,7%, marca um pouco melhor que os 15% registrados em outubro do ano retrasado. As menores taxas se encontram na Áustria (4,3%), em Luxemburgo (5,1%) e na Alemanha (5,4%).
Com o aumento do desemprego e o corte dos gastos sociais, o nível de pobreza atinge índices alarmantes no continente que se gabava do seu estado de bem-estar social. Segundo recente estudo oficial, 24,2% dos europeus – 119 milhões de pessoas – encontram-se hoje na situação de “risco de pobreza”. O índice é quase um ponto percentual maior que o registrado no ano anterior (23,4%) e, segundo a própria Eurostat, está ligado ao aumento do desemprego decorrente da prolongada crise econômica.
Bulgária e Romênia, dois países dizimados pela restauração capitalista, lideram a lista das nações com mais pessoas na pobreza – com 49,1% e 40,3%, respectivamente. Já a Grécia viu seu percentual saltar de 27,7% para 31,1% no período de apenas um ano. Na Espanha, o índice pulou de 25,5% para 27%. Os dois países que apresentam melhores resultados – Islândia (13,7% de pobres) e Noruega (14,6%) – não por acaso estão fora do bloco econômico europeu, hoje hegemonizado pelos neoliberais.

Por Altamiro Borges, jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Portal da CTB  08/01/2013
http://portalctb.org.br/site/opiniao/18577-desemprego-e-miseria-abalam-a-europa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O novo valor do piso é criticado por sindicatos e entidades ligadas aos professores

A crise internacional e as desonerações de impostos adotadas pelo governo para manter a economia aquecida tiveram um impacto direto no novo piso salarial do magistério, cujo valor foi anunciado nesta quinta-feira (10) pelo MEC (Ministério da Educação): R$ 1.567, com aumento de 7,97% em relação ao piso de 2012, que foi de R$ 1.451. Foi o menor reajuste desde que o piso entrou em vigor, em 2009.

A afirmação é de Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que aponta os cortes no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre veículos e eletrodomésticos como um dos principais fatores para o valor menor. "Sem as reduções de IPI, o valor do piso neste ano teria ficado entre R$ 1.700 e R$ 1.800", estima.
A queda na arrecadação impacta diretamente no cálculo do piso, porque ele é indexado à estimativa do valor gasto por aluno no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) nos últimos dois anos. Com menos recursos sendo direcionados ao Fundeb, por conta da arrecadação menor, o reajuste dos salários dos professores também é reduzido.
O novo valor do piso foi criticado por sindicatos e entidades ligadas aos professores. Para a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação), o salário mínimo de um professor da rede pública com jornada de 40 horas semanais teria que ser de R$ 2.391. A Confederação contesta os cálculos do MEC sobre o Fundeb e orienta os sindicatos estaduais a recorrerem à Justiça.

Apesar de estar em vigor desde 2009 e ter tido a sua constitucionalidade confirmada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a lei do piso (Lei 11.738) não é cumprida em sua integralidade por alguns Estados e municípios, que alegam não ter condições orçamentárias de arcar com as despesas. Segundo a CNTE, não pagam o piso salarial aos professores os seguintes estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Prioridade

Segundo Daniel Cara, um aumento maior para o piso deveria ser garantido por uma complementação de recursos por parte do Tesouro Nacional, já que a renúncia fiscal foi uma decisão da presidente Dilma Rousseff. "O problema é que não há entre os gestores públicos a consciência de que os recursos dos direitos sociais, como a educação, são sagrados", afirma. "A presidente Dilma tomou a decisão correta de cortar impostos para incentivar a economia, mas deveria ter previsto o impacto que isso teria no investimento em educação".
O reajuste concedido em 2013 é a menor das últimas três reposições. Em 2011, o piso salarial dos professores da educação básica teve aumento de 16%, chegando a R$ 1.187. Em 2012, o reajuste foi de 22,22% e alcançou os R$ 1.451.
Durante o anúncio do novo piso, o ministro Aloísio Mercadante tentou contornar o aumento menor. "Não tem o mesmo impacto que a correção do ano passado, mas é um reajuste acima da inflação. O problema é que nós partimos de um patamar muito baixo de salário, R$ 1.567, é pouco mais que dois salários mínimos", afirmou o ministro. "Houve uma desaceleração da economia, uma queda de receitas, mas a lei é essa, e a lei está embasada num caminho de recuperação do piso para permitir que a educação brasileira dê um salto de qualidade", disse Mercadante.
Impacto

De acordo com estudo da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), divulgado na quarta-feira (9), o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões apenas para a esfera municipal.
Segundo Mercadante, haverá aumento do repasse do Fundeb em relação ao ano passado. Em 2012, o Fundeb contou com R$ 102,6 bilhões. A estimativa para 2013 é a de que o valor total seja de R$ 117,8 bilhões.
Desse montante, os municípios participaram, em 2012, com R$ 54,9 bilhões; e devem destinar R$ 63,8 bilhões este ano. Já os Estados enviaram R$ 47,7 bilhões ao Fundeb em 2012 e devem passar cerca de R$ 53 bilhões em 2013, segundo estimativas do ministério.
Das 27 unidades federativas, nove delas recebem complementação orçamentária da educação pela União para custear os gastos mínimos com educação básica estipulados pelo MEC. Em 2012, a União destinou ao Fundeb R$ 9,4 bilhões. A previsão é de que sejam destinados R$ 10,7 bilhões pela União.
Fonte: UOL
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2013/01/10/crise-e-desoneracoes-levaram-a-piso-salarial-menor-para-professor-diz-analista

CTB se mobiliza para o Fórum Social Temático 2013, em Porto Alegre

A CTB já está preparada para participar entre os dias 26 e 31 de janeiro do Fórum Social Temático, que acontece em Porto Alegre (RS). A orientação da Central é que suas estaduais se mobilizem e organizem para as atividades e oficinas propostas (programação ao final).

"Estamos com a expectativa de mobilizarmos mais de mil sindicalistas, tanto do estado do Rio Grande do Sul como de todo o país", destacou Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB.

O FST é uma tentativa de trazer de volta para Porto Alegre o Fórum Social Mundial. Uma programação intensa foi preparada para os fóruns descentralizados que ocorrerão na capital e Região Metropolitana.

O Fórum Social Temático será aberto com a realização da tradicional marcha dos movimentos sociais que sempre abriu as edições do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. O trajeto será o mesmo, saindo do Centro até a orla do Guaíba.

Durante os dias de FST acontecerão cerca de duas mil oficinas, espalhadas pelo Cais Mauá, Jardim Botânico, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e no Acampamento da Juventude. Também está prevista a realização de seminários, conferências e palestras.

A CTB em parceria com entidades filiadas vai promover debates e mesas com temáticas relacionadas ao mundo do trabalho e o projeto de desenvolvimento com valorização do trabalho. A mesa promovida pela CTB “Desenvolvimento com Valorização do Trabalho”, acontece no dia 30 a partir das 14h. O local ainda não foi definido.

"Iremos participar de um debate que pautará a nossa proposta de desenvolvimento para o Brasil, a partir dos objetivos da classe trabalhadora brasileira. A CTB se propõe a defender e atuar em unidade com as demais centrais sindicais, assim como as entidades dos movimentos sociais para mobilizarmos em prol da implantação desse projeto de desenvolvimento que a classe trabalhadora necessita", afirmou o dirigente da CTB.

A edição de 2013 do Fórum Social Mundial acontecerá na Tunísia, de 26 a 30 de março. O evento será realizado na capital do país, Túnis, e irá tratar de temas como diversidade, justiça, democracia, liberdade de circulação e a construção de um mundo sem hegemonias, entre outros assuntos.

É a primeira vez que o Fórum Social Mundial ocorre em um país árabe. O evento foi criado em 2001, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e teve edições também na Índia, Venezuela e Quênia. Em 2012, o fórum teve uma edição temática na capital gaúcha sobre a Palestina.

Confira a programação proposta pela CTB:

Dia 26 de janeiro

10h - Mesa de Abertura Oficial
16h - Marcha de Abertura
19h - Show abertura (Anfiteatro)

Dia 27 janeiro à 30 de janeiro

09h - Mesa dos eixos temáticos
12h - Atividades Culturais
14h - Atividades autogestionária
19h - Atividades Culturais

Dia 30 de janeiro

14h - Seminário “Desenvolvimento com Valorização do Trabalho”  - Local a definir
Promoção: CTB Nacional e CTB-RS

 Dia 31 de janeiro

09h - Assembleia dos Movimentos Sociais - Usina do Gasômetro
14h - Plenária Geral dos Relatores
19h - Atividade Cultural

 Cinthia Ribas - Portal CTB